Durante os dois meses que morei na casa de GG e Pureza, além de morar com um rato, também passei por várias situações.
A primeira foi conhecer a neve, o primeiro dia que caiu neve aqui, dia 30 de novembro do ano passado, ainda me lembro, começou a nevar... estava na rua. Fiquei emocionada, ria como criança, deviam me achar uma boba no meio da rua, mas foi muito, muito legal!
Aquelas bolinhas que não eram gotas de chuvas e caiam forte, todos se protegiam, menos eu, eu queria sentir, ter certeza de que o que via era neve... incrível essa sensação... realmente voltei a ser criança naquele dia, de tão feliz.
Comecei a trabalhar numa escola para filhos de brasileiros, para que eles aprendam português e a cultura do Brasil, sou praticamente um voluntária, mas meus sábados mudaram e conheci pessoas diferentes que tenho amizade hoje.
Também comecei a trabalhar com faxina... infelizmente não tinha como: meu dinheiro estava acabando, a semana a 85 libras de aluguel pra dividir com um rato e dormir com um carpete imundo que me dava uma alergia louca, não me davam alternativa: tinha que ver o primeiro trabalho que viesse e tinha que ver outro lugar pra morar.
Uma prima da minha mãe, contou para a minha tia que uma mulher que ela conhecia, que tinha uma perua em que vende ovos etc tinha uma filha que morava em Londres e ela alugava quartos.
Minha mãe achou que talvez esse fosse o caminho para eu mudar de casa.
Minha tia passou o contato da mulher e fui eu em Elephant & Castle (parte centro-sul de Londres, impregnada de brasileiros, latinos e caribenhos) é um lugar muito perto do centro. De ônibus você leva uns 15 minutos até o Big Ben, por exemplo.
Só que chegando lá, conforme as indicações da dona, fui achando o lugar extremamente horrível: me vi numa Cohab (desculpa você que mora na Cohab, mas aqui é pior) imunda, caindo aos pedaços, um lugar que não imaginava achar em Londres, pessoas com caras mal encaradas, rua principal entre as cohabs suja porque todos os dias tinha feira ali (aqui, a rua da feira, ou do market, é todo dia feira, menos segunda).
Ia andando e pensando: não pode ser nesse lugar! Prédios iguais, não pareciam velhos, mas muito mal cuidados. A mulher me disse pelo celular que me encontraria no caminho porque o elevador estava quebrado...
Eu pensei seriamente em voltar pra trás... mas não tinha dinheiro pra ficar de luxo e precisava pelos menos ver...
Encontrei a mulher, que nomeei de Marciana, em breve entenderão o porquê, uma mulher bem simpática e que me levou até o prédio certo que eu não acharia.
Entramos por outro prédio, pelo elevador do outro prédio.
Ela se gabava de morar tendo como vista a London Eye, se via quase todos os principais "heritages" de Londres dali: Big Ben, London Eye, Saint Paul...
Daí conheci a casa... cheia de mofos pelos cantos das paredes, meio escura, precisando seriamente de uma reforma e na qual teria que dividir com outra pessoa o quarto...
Até aquele momento, parecia até tranquilo, mas não queria, iria aguentar mais um pouco na casa do GG, o rato iria sumir...
Ela prometeu me ajudar, que logo eu arrumaria um emprego fixo, que ela tinha muitos contatos e dizia porque eu morava tão longe, ali era uma ótima localização!
Realmente, geograficamente, a localização é ótima, as moradias é que não prestam... por conta de seus donos e landlords... eles naõ cuidam como todos fazem: só querem dinheiro no bolso.
Para ir embora, ela me disse pra descer as escadas, que ficaria mais fácil...
Conforme descia as escadas, cinco andares, mal iluminadas e sujas... fui pensando que não queria morar ali de jeito nenhum! Encontrei até um absorvente feminino sujo na escada e sai como louca, corri nas escadas e só pensava: aqui eu não quero morar!!!
Marciana realmente me indicou empregos, falou porque eu não trabalhava nas vans (já contei aqui sobre elas, né?) e achei aquilo o fim da picada, mas ela me passou a indicação de uma mulher que precisava de ajuda apenas por alguns dias na limpeza de casas...
E lá fui eu acordar às 4:30 da manhã num domingo, o domingo em que o rapaz goiano levou peixe pra casa e ouvi aquela conversa que me pareceu muito estranha...
Teria que pegar o trem, era beeem longe onde encontraria a mulher para a limpeza... e teria que estar na estação certa às 7 da manhã.
Cheguei, a encontrei, ela e o marido, do sul do Brasil, me levaram até a primeira casa. Na verdade, não era a casa, só um escritório que ficava bem nos fundos do quintal. Um escritório que ficava cheio de folhas das árvores que caiam e só era limpado uma vez por ano...
Depois fomos limpar a casa de um senhor inglês viúvo e que tinha estado na 2a Guerra. Ele ficava na dele enquanto limpávamos e eu só pensava: cadê a família dele? é Domingo!
Daí ele foi no forno pôr um congelado pra ser o almoço dele... que vida triste, gente!
Só que no final eu entendi: quando íamos embora, ele dava bye-bye pra gente quase nos botando porta pra fora... educação britânica!
A moça me dizia que muita gente gostava de trabalhar com ela e o marido, porque as pessoas diziam que riam muito com eles.
Eu não ri nenhuma vez: só via ela dar altas cortadas nele e ele, quieto...
E ela ainda me dizia: já consegui casar, tá bom, ou seja: casei e pronto, ninguém pode falar o contrário, seja bom ou ruim.
Ele tinha cidadania italiana e ela ganhou de lambuja...
Nesse dia, voltei cedo pra casa, cansada, mas tudo bem...
O problema foram as casas que fiz durante a semana: 7 casas num dia...
E ela sempre me dizia:
Você fica com o banheiro.
E virei uma expert em limpar banheiro... morria de raiva, nem era raiva, era tristeza mesmo... tinha que me sujeitar porque as aulas eram poucos, o dinheiro acabava e o aluguel que eu queria manter era arrasador...
Cheguei em casa depois de sete casas e só quis deitar na cama.
Fiquei lá estirada, tentando descansar, não aguentava mais. Estava extremamente cansada, acabada, moída... e ainda tinha GG e Pureza no seu banho de espuma... e pra eu tomar banho?
Fiquei pensando enquanto estava derrotada na cama: se aquilo era vida, se isso seria só por aquele momento, que precisava fazer algo... pensar... pensar... sofrer... sofrer...
E nada mudou muito na minha vida, ainda comecei a fazer aulas de inglês, minha mãe mandou dinheiro pra que eu fizesse, e parti pras aulas particulares para ver se isso adiantaria meu aprendizado, fiz amizade com a professora e a mãe da professora que me ajudou em muitos momentos.
Tive que pedir dinheiro para o meu pai, para, pelo menos, ter um Natal digno: ir pra Portugal na casa das minhas tias, quando voltei de lá, voltei para morar na Cohab...não teve jeito, foi a única alternativa que me restou naquele momento.
29 agosto 2011
14 agosto 2011
1 ano em Londres
Dia 15 de agosto, amanhã, fará um ano que estou aqui em Londres e agora posso fazer um balanço melhor da vida na cidade.
Fiquei lembrando das discussões que lia nas comunidades, no orkut, de brasileiros em Londres. Uns odiavam Londres e não viam a hora de voltar, outros, amavam Londres e achavam babacas os outros que odiavam...
Nunca interferi nas discussões, afinal, eu não sabia exatamente o que me esperava e não sabia de que lado ficaria.
Na verdade, hoje, eu sei que não ficaria de nenhum dos lados, porque entendo ambos: adoro Londres, é uma cidade incrível para se viver DESDE QUE você tenha um bom emprego e um bom lugar para morar de forma confortável.
Muitas pessoas vêm para cá com um sonho de que tudo é perfeito, como eu, e se decepciona.
Sim, eu me decepcionei demais com a vida aqui, mas porque a vida não é fácil para uma brasileira que fala mal o inglês e que acabou perdidaça sem saber o que fazer direito... planejamento malfeito ou nem tanto... acho que foi confiança nas pessoas que eu pensei que me ajudariam mais e acreditei que as coisas eram mais simples, como me diziam...
Então, como eu já disse aqui uma vez, que faria diferente muita coisa, não tem porque eu falar mal da cidade. A cidade tem sujeira, tem muita gente mal-educada, se paga mal - ainda mais com essa crise na Europa toda-, mas realmente, não posso culpá-la, me dei mal aqui, sim, estão todos cansados de saber, mas a verdade é que um conjunto de acontecimentos destruíram meu sonho.
Não sei se é a mesma coisa que acontece com as pessoas que odeiam essa cidade e querem ir embora correndo... mas muita gente vêm com uma ilusão diferente da minha: ganhar muito dinheiro e fácil. O que você não consegue em lugar nenhum, pelo menos de forma honesta.
Daí as pessoas reclamam da cidade, porque queriam poder mostrar logo pro povo no Brasil que está por cima da carne seca... e estão na verdade debaixo do quarter pound rs
Trabalham como eu: se sentindo escravizados, trabalhos duros, mal remunerados, sendo humilhados, vivendo mal, comendo mal e não aproveitando nada, fazendo contas para mandar dinheiro pro Brasil - o que não é meu caso, só vou levar dívidas pro Brasil, por escolha, escolhi não trabalhar como louca e aproveitar o que pudesse.
Os que amam, se apegaram demais à cidade, podem morar mal, podem trabalhar como condenados, mas amam as diferenças, amam o poder aquisitivo de andar com roupa de marca e ter um iphone ou um blackberry, amam se sentir livres, principalmente se não moram com um bando de brasileiros xeretas... o que acontece muito também.
Acredito que se as coisas tivessem acontecido de um jeito diferente na minha vida, eu moraria aqui de vez: a proximidade com o resto da Europa e poder viajar por ela, além ver os shows dos artistas que amo me prenderiam fácil aqui.
INFELIZMENTE as coisas que já contei por aqui e ainda irei contar - porque estou ainda em novembro pra dezembro do ano passado na trilha da história rs - só mostrarão o quanto foi difícil minha vida por aqui e uma coisa eu posso dizer: se soubesse de tudo isso, acho que viria do mesmo jeito, só pelos shows que acabei assistindo, os lugares que conheci e por toda a experiência de vida que, espero do fundo do coração, tenham me tornado uma pessoa melhor.
Porque, eu acredito, que nada do que vivi e ainda viverei são por acaso, acredito num plano maior que eu aceitei há muito tempo... numa galáxia distante (rs) e se eu não tinha cumprido no Brasil, tinha mesmo que quebrar a cara em Londres para aprender algumas coisas e, principalmente, ter certeza do que era viver em Londres e não passar o resto da vida me lamentando do tipo: ah, se eu tivesse ido pra Londres... aqui não é vida... Londres que é!
Fiquei lembrando das discussões que lia nas comunidades, no orkut, de brasileiros em Londres. Uns odiavam Londres e não viam a hora de voltar, outros, amavam Londres e achavam babacas os outros que odiavam...
Nunca interferi nas discussões, afinal, eu não sabia exatamente o que me esperava e não sabia de que lado ficaria.
Na verdade, hoje, eu sei que não ficaria de nenhum dos lados, porque entendo ambos: adoro Londres, é uma cidade incrível para se viver DESDE QUE você tenha um bom emprego e um bom lugar para morar de forma confortável.
Muitas pessoas vêm para cá com um sonho de que tudo é perfeito, como eu, e se decepciona.
Sim, eu me decepcionei demais com a vida aqui, mas porque a vida não é fácil para uma brasileira que fala mal o inglês e que acabou perdidaça sem saber o que fazer direito... planejamento malfeito ou nem tanto... acho que foi confiança nas pessoas que eu pensei que me ajudariam mais e acreditei que as coisas eram mais simples, como me diziam...
Então, como eu já disse aqui uma vez, que faria diferente muita coisa, não tem porque eu falar mal da cidade. A cidade tem sujeira, tem muita gente mal-educada, se paga mal - ainda mais com essa crise na Europa toda-, mas realmente, não posso culpá-la, me dei mal aqui, sim, estão todos cansados de saber, mas a verdade é que um conjunto de acontecimentos destruíram meu sonho.
Não sei se é a mesma coisa que acontece com as pessoas que odeiam essa cidade e querem ir embora correndo... mas muita gente vêm com uma ilusão diferente da minha: ganhar muito dinheiro e fácil. O que você não consegue em lugar nenhum, pelo menos de forma honesta.
Daí as pessoas reclamam da cidade, porque queriam poder mostrar logo pro povo no Brasil que está por cima da carne seca... e estão na verdade debaixo do quarter pound rs
Trabalham como eu: se sentindo escravizados, trabalhos duros, mal remunerados, sendo humilhados, vivendo mal, comendo mal e não aproveitando nada, fazendo contas para mandar dinheiro pro Brasil - o que não é meu caso, só vou levar dívidas pro Brasil, por escolha, escolhi não trabalhar como louca e aproveitar o que pudesse.
Os que amam, se apegaram demais à cidade, podem morar mal, podem trabalhar como condenados, mas amam as diferenças, amam o poder aquisitivo de andar com roupa de marca e ter um iphone ou um blackberry, amam se sentir livres, principalmente se não moram com um bando de brasileiros xeretas... o que acontece muito também.
Acredito que se as coisas tivessem acontecido de um jeito diferente na minha vida, eu moraria aqui de vez: a proximidade com o resto da Europa e poder viajar por ela, além ver os shows dos artistas que amo me prenderiam fácil aqui.
INFELIZMENTE as coisas que já contei por aqui e ainda irei contar - porque estou ainda em novembro pra dezembro do ano passado na trilha da história rs - só mostrarão o quanto foi difícil minha vida por aqui e uma coisa eu posso dizer: se soubesse de tudo isso, acho que viria do mesmo jeito, só pelos shows que acabei assistindo, os lugares que conheci e por toda a experiência de vida que, espero do fundo do coração, tenham me tornado uma pessoa melhor.
Porque, eu acredito, que nada do que vivi e ainda viverei são por acaso, acredito num plano maior que eu aceitei há muito tempo... numa galáxia distante (rs) e se eu não tinha cumprido no Brasil, tinha mesmo que quebrar a cara em Londres para aprender algumas coisas e, principalmente, ter certeza do que era viver em Londres e não passar o resto da vida me lamentando do tipo: ah, se eu tivesse ido pra Londres... aqui não é vida... Londres que é!
10 agosto 2011
27 julho 2011
O imbróglio mala e encomendas para o Brasil
Durante os meses de junho e de julho estive totalmente ansiosa por uma mala minha que iria mandar para o Brasil...
Tudo começou quando a irmã de um amigo viria para cá no começo de junho e ficou até 03 de julho. Ele me avisou que ela entraria em contato e se eu poderia ajudá-la. É claro que sim! Adoro ser guia! (Os amigos fora de Sampa, que a conheceram um pouquinho comigo, que levantem as mãos agora rs).
Sim, estava contente de ver um rosto conhecido e poder mostrar um pouco de Londres, dos lugares que amo e gostaria MUITO de compartilhar com quem quer que fosse que viesse para cá...
Adoro a cidade, apesar dos pesares, e adoro mostrar os lugares mais diferentes e legais que conheço, compartilhar tudo isso é muito bom.
Voltando, daí pedi para ela se poderia trazer umas roupas de verão pra mim - verão que não apareceu... - e ela disse que a mala dela estava bem vazia, que não teria problema. Meu irmão levou as coisas que minha mãe separou pra ela (inclusive minha meia de compressão porque o negócio de trabalhar como condenada tá f*dendo minhas pernas).
Ela trouxe, a encontrei e perguntei se ela poderia levar de volta uma mala minha, pois estou juntando muita coisa e seria bom ter essa oportunidade para conseguir levar aos poucos as coisas para o Brasil.
Ela me disse que tudo bem, disse para ela que me irmão buscaria as coisas no aeroporto, que eu levaria minha mala no aeroporto com ela e que se fosse coisa demais pagaria o excesso de bagagem e ela sempre dizendo: tudo bem, sem problema.
Liguei para a minha mãe e disse que mandaria uma mala para o Brasil. Como tenho vários parentes fazendo aniversário em julho (2 tias, 1 tio, 1 primo e meu irmão), minha mãe me pediu presentes daqui para todos, depositou até dinheiro na minha conta para isso...
E lá fui eu às compras...
Final do mês de junho, nem sinal da cara de banana (já sacaram o nome dela rs), não me passou o número do telefone que usava aqui, mesmo eu sempre pedindo e ligando para o número dela do Brasil que sempre ia pra caixa postal...
Cansei de ligar e deixar mensagens no Facebook da figura...
Estava preocupada, porque ela queria ir no show do Pulp no Hyde Park, só que a viagem de volta dela era no mesmo dia e não sabia se ela havia mudado a data ou não, se teria que ir de manhã no aeroporto com ela despachar as malas ou não... fora que pensava em ir no sábado, véspera da viagem e do Pulp, pra Kent ver um festival que fecharia, naquele dia, com o Morrissey.
Fiquei nessa de esperar uma resposta... que nunca chegava...
Até que na sexta, dia primeiro de julho, a banana me responde que tinha muita coisa pra levar pro Brasil, que a mala dela já não cabia mais nada e que havia comprado outra, que iria pesar e ver se dava pra pôr algo meu...
Isso na sexta à noite e eu já tinha desencanado do show do Morrissey, com raiva de perder, além dele, Lou Reed, Patti Smith e The Stooges... acabei resolvendo ficar por Londres e fazer outra coisa, já tinha combinado outras coisas porque já tinha perdido o tempo hábil que teria, principalmente porque achava que não conseguiria sair de Kent super tarde e voltar pra Londres no mesmo dia... já acreditava que teria que dormir por lá e como faria se tivesse que ir no aeroporto com a mala?
Além do mais, nem tinha procurado hotel em Kent pra dormir...
Só vi a mensagem da menina no sábado, quando tudo já estava terminado...
Daí respondi para ela que tudo bem, que já tinha perdido mesmo o show do Morrissey esperando uma resposta dela e que não precisava se preocupar com nada...
Daí, a menina só me responde, no domingo, acho que do aeroporto falando:
Cara de Banana 03 de julho às 20:51
DESCULPA QUALQUER COISA?????
CLARO... eu vim pra Londres para, com toda a certeza, passar pela maior prova de vida que alguém pode ter... pra ser canonizada quando voltar pro Brasil rsrs
Não respondi, melhor do que falar um monte, não? Afinal, o malfeito estava feito...
Estava revoltada e fiquei mais ainda com essa respostinha infantil de uma quase trintona infantiloide que veio estudar aqui um mês e ainda fala que queria ir no show do "pÛlpi" (pior que pupil rs é, eu não perdoo, né? rs)
A preocupação veio: e os presentes que seriam entregues no dia 10 na casa da minha tia no aniversário do meu primo e que todos os outros iriam receber o seu presente também eestavam todos comigo?
A ideia foi mandar por uma empresa de entrega rápida... minha mãe pagou para eu mandar, já que as coisas chegariam no máximo em 3 dias no Brasil. Fiz a caixa e mandei pela empresa de três letras nas cores linda que combinam tanto: amarelo e vermelho...
Mandei na segunda dia 4 de julho e chegaram no Brasil na quarta, dia 6, e ficaram paradas lá... e nada de entregarem em casa e o aniversário chegando... no sábado, vejo no site de rastreamento que as coisas iriam voltar pra mim e fiquei mais do que surpresa, fiquei sem entender e totalmente nervosa...
Tive que esperar segunda para entender o porquê da volta das coisas... as moças da loja de postagem achavam que tinha sido o perfume (é, a burra aqui colocou na lista "perfume, vinho, cd, dvd, azeite"). Eu achava que não teria problema discriminar nada disso, porque tinha pago imposto e tal na postagem...
Um primo da minha mãe que trabalha em outra empresa dessa disse ao meu tio - é, família toda acionada - que se disseram que iria voltar que não teria mesmo jeito...
Meu irmão ligou para a empresa em Sampa que disse que o problema todo era o vinho, vinho é proibido ser mandado, o azeite também, mas que o azeite ainda passando pela anvisa poderia liberar assinando um termo de responsabilidade...
A empresa aqui pediu se poderia tirar o vinho para fazer a entrega, mas não se poderia mexer no pacote que estava em poder da polícia federal... e que iria voltar mesmo...
A moça da loja me manda um email de que iriam me cobrar a viagem de volta das coisas, aí eu entrei em parafuso e falei pra ela que não queria mais nada de volta... que não aguentava tanto estresse (i couldn't cope all this!) e aí pedi pro meu irmão ligar de volta em Sampa e eles confirmaram que não me cobrariam porque as coisas não deram entrada no Brasil, só se tivessem legalmente entrado eu pagaria... ufa!
As coisas iriam voltar e não teria papo... uma pena não conhecer um corrupto numa hora dessas...
Revolta e mais revolta... e não tinha o que fazer... estressei legal... passei quase dois meses nervosona... nervos a flor da pele, mas não adiantou nada...
Só conseguia culpar uma única pessoa que se não tivesse fugido de mim e tivesse conversado como gente grande teria poupado muito sofrimento meu e da minha família. Afinal, ninguém recebeu os presentes e minha mãe ficou muito chateada e gastou uma grana...
Todo mundo ficou muito chateado...
Uma frase adulta teria mudado tudo isso: Regina, eu não posso levar suas coisas, me desculpe, mas acredito que voltarei com muita coisa para o Brasil.
Não ficaria bonitinho?
Minha mãe não teria pensado nos presentes, eu não teria ido comprá-los, eu teria ido pra Kent e dormido lá e ido pro Pulp sem preocupação e não teria rolado todo o grande estresse da transportadora...
O pacote voltou, chegou segunda agora, dia 25, fui buscar na loja e a moça me disse que se eu quiser mandar sem o vinho, eles cobrariam de mim SÓ (rsrs) metade do preço... e que nunca tiveram problema com o envio de vinho para países como States e outros da Europa...
Não sei se é verdade, mas uma outra menina que conheço, e trabalha em outra transportadora, investigou as coisas para mim e disse que deveriam ter me informado do que pode e o que não pode ser enviado, mas que se eu entrasse com uma queixa, elas poderiam alegar que eu insisti que fosse as coisas fossem enviadas - porque se o cliente insiste no risco eles mandam - e que seria a minha palavras contra a dela...
Bem, esse é todo o imbróglio...
E tudo que só consigo pensar agora é na música do Falcão , porque tudo é culpa de uma grandissima mala...
Tudo começou quando a irmã de um amigo viria para cá no começo de junho e ficou até 03 de julho. Ele me avisou que ela entraria em contato e se eu poderia ajudá-la. É claro que sim! Adoro ser guia! (Os amigos fora de Sampa, que a conheceram um pouquinho comigo, que levantem as mãos agora rs).
Sim, estava contente de ver um rosto conhecido e poder mostrar um pouco de Londres, dos lugares que amo e gostaria MUITO de compartilhar com quem quer que fosse que viesse para cá...
Adoro a cidade, apesar dos pesares, e adoro mostrar os lugares mais diferentes e legais que conheço, compartilhar tudo isso é muito bom.
Voltando, daí pedi para ela se poderia trazer umas roupas de verão pra mim - verão que não apareceu... - e ela disse que a mala dela estava bem vazia, que não teria problema. Meu irmão levou as coisas que minha mãe separou pra ela (inclusive minha meia de compressão porque o negócio de trabalhar como condenada tá f*dendo minhas pernas).
Ela trouxe, a encontrei e perguntei se ela poderia levar de volta uma mala minha, pois estou juntando muita coisa e seria bom ter essa oportunidade para conseguir levar aos poucos as coisas para o Brasil.
Ela me disse que tudo bem, disse para ela que me irmão buscaria as coisas no aeroporto, que eu levaria minha mala no aeroporto com ela e que se fosse coisa demais pagaria o excesso de bagagem e ela sempre dizendo: tudo bem, sem problema.
Liguei para a minha mãe e disse que mandaria uma mala para o Brasil. Como tenho vários parentes fazendo aniversário em julho (2 tias, 1 tio, 1 primo e meu irmão), minha mãe me pediu presentes daqui para todos, depositou até dinheiro na minha conta para isso...
E lá fui eu às compras...
Final do mês de junho, nem sinal da cara de banana (já sacaram o nome dela rs), não me passou o número do telefone que usava aqui, mesmo eu sempre pedindo e ligando para o número dela do Brasil que sempre ia pra caixa postal...
Cansei de ligar e deixar mensagens no Facebook da figura...
Estava preocupada, porque ela queria ir no show do Pulp no Hyde Park, só que a viagem de volta dela era no mesmo dia e não sabia se ela havia mudado a data ou não, se teria que ir de manhã no aeroporto com ela despachar as malas ou não... fora que pensava em ir no sábado, véspera da viagem e do Pulp, pra Kent ver um festival que fecharia, naquele dia, com o Morrissey.
Fiquei nessa de esperar uma resposta... que nunca chegava...
Até que na sexta, dia primeiro de julho, a banana me responde que tinha muita coisa pra levar pro Brasil, que a mala dela já não cabia mais nada e que havia comprado outra, que iria pesar e ver se dava pra pôr algo meu...
Isso na sexta à noite e eu já tinha desencanado do show do Morrissey, com raiva de perder, além dele, Lou Reed, Patti Smith e The Stooges... acabei resolvendo ficar por Londres e fazer outra coisa, já tinha combinado outras coisas porque já tinha perdido o tempo hábil que teria, principalmente porque achava que não conseguiria sair de Kent super tarde e voltar pra Londres no mesmo dia... já acreditava que teria que dormir por lá e como faria se tivesse que ir no aeroporto com a mala?
Além do mais, nem tinha procurado hotel em Kent pra dormir...
Só vi a mensagem da menina no sábado, quando tudo já estava terminado...
Daí respondi para ela que tudo bem, que já tinha perdido mesmo o show do Morrissey esperando uma resposta dela e que não precisava se preocupar com nada...
Daí, a menina só me responde, no domingo, acho que do aeroporto falando:
Cara de Banana 03 de julho às 20:51
ai, fui embora no hives... tive que deixar coisa por aqui, abandonei guias... droga! mas desculpa qq coisa?
DESCULPA QUALQUER COISA?????
CLARO... eu vim pra Londres para, com toda a certeza, passar pela maior prova de vida que alguém pode ter... pra ser canonizada quando voltar pro Brasil rsrs
Não respondi, melhor do que falar um monte, não? Afinal, o malfeito estava feito...
Estava revoltada e fiquei mais ainda com essa respostinha infantil de uma quase trintona infantiloide que veio estudar aqui um mês e ainda fala que queria ir no show do "pÛlpi" (pior que pupil rs é, eu não perdoo, né? rs)
A preocupação veio: e os presentes que seriam entregues no dia 10 na casa da minha tia no aniversário do meu primo e que todos os outros iriam receber o seu presente também eestavam todos comigo?
A ideia foi mandar por uma empresa de entrega rápida... minha mãe pagou para eu mandar, já que as coisas chegariam no máximo em 3 dias no Brasil. Fiz a caixa e mandei pela empresa de três letras nas cores linda que combinam tanto: amarelo e vermelho...
Mandei na segunda dia 4 de julho e chegaram no Brasil na quarta, dia 6, e ficaram paradas lá... e nada de entregarem em casa e o aniversário chegando... no sábado, vejo no site de rastreamento que as coisas iriam voltar pra mim e fiquei mais do que surpresa, fiquei sem entender e totalmente nervosa...
Tive que esperar segunda para entender o porquê da volta das coisas... as moças da loja de postagem achavam que tinha sido o perfume (é, a burra aqui colocou na lista "perfume, vinho, cd, dvd, azeite"). Eu achava que não teria problema discriminar nada disso, porque tinha pago imposto e tal na postagem...
Um primo da minha mãe que trabalha em outra empresa dessa disse ao meu tio - é, família toda acionada - que se disseram que iria voltar que não teria mesmo jeito...
Meu irmão ligou para a empresa em Sampa que disse que o problema todo era o vinho, vinho é proibido ser mandado, o azeite também, mas que o azeite ainda passando pela anvisa poderia liberar assinando um termo de responsabilidade...
A empresa aqui pediu se poderia tirar o vinho para fazer a entrega, mas não se poderia mexer no pacote que estava em poder da polícia federal... e que iria voltar mesmo...
A moça da loja me manda um email de que iriam me cobrar a viagem de volta das coisas, aí eu entrei em parafuso e falei pra ela que não queria mais nada de volta... que não aguentava tanto estresse (i couldn't cope all this!) e aí pedi pro meu irmão ligar de volta em Sampa e eles confirmaram que não me cobrariam porque as coisas não deram entrada no Brasil, só se tivessem legalmente entrado eu pagaria... ufa!
As coisas iriam voltar e não teria papo... uma pena não conhecer um corrupto numa hora dessas...
Revolta e mais revolta... e não tinha o que fazer... estressei legal... passei quase dois meses nervosona... nervos a flor da pele, mas não adiantou nada...
Só conseguia culpar uma única pessoa que se não tivesse fugido de mim e tivesse conversado como gente grande teria poupado muito sofrimento meu e da minha família. Afinal, ninguém recebeu os presentes e minha mãe ficou muito chateada e gastou uma grana...
Todo mundo ficou muito chateado...
Uma frase adulta teria mudado tudo isso: Regina, eu não posso levar suas coisas, me desculpe, mas acredito que voltarei com muita coisa para o Brasil.
Não ficaria bonitinho?
Minha mãe não teria pensado nos presentes, eu não teria ido comprá-los, eu teria ido pra Kent e dormido lá e ido pro Pulp sem preocupação e não teria rolado todo o grande estresse da transportadora...
O pacote voltou, chegou segunda agora, dia 25, fui buscar na loja e a moça me disse que se eu quiser mandar sem o vinho, eles cobrariam de mim SÓ (rsrs) metade do preço... e que nunca tiveram problema com o envio de vinho para países como States e outros da Europa...
Não sei se é verdade, mas uma outra menina que conheço, e trabalha em outra transportadora, investigou as coisas para mim e disse que deveriam ter me informado do que pode e o que não pode ser enviado, mas que se eu entrasse com uma queixa, elas poderiam alegar que eu insisti que fosse as coisas fossem enviadas - porque se o cliente insiste no risco eles mandam - e que seria a minha palavras contra a dela...
Bem, esse é todo o imbróglio...
E tudo que só consigo pensar agora é na música do Falcão , porque tudo é culpa de uma grandissima mala...
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pupil
16 julho 2011
Portuguese Teacher: a médica monstra
Durante o período que morei na região da estação de Dalston Junction, norte de Londres, zona 2, na casa do Leetle (Doolitle ?) , comecei também a dar aulas de português para estrangeiros.
Tive três alunos nessa época, dois por uma agência de aulas de idiomas.
Todos eram aulas particulares e enquanto a agência ganhava por volta de 34 libras a hora, me pagavam míseras 15 com muito sufoco.
A primeira aluna era uma inglesa, médica, que fazia pesquisas sobre doenças silvestres e iria para moçambique, onde já conhecia algumas pessoas via internet; e pretendia, em um futuro breve, ir ao Brasil para estudo também.
O segundo aluno era um espanhol que parecia um robozinho que só fazia copiar as lições, além de um dia esconder praticamente na minha cara a aliança, mas esqueceu do quadro da noiva...
O terceiro era um inglês, meia-idade, jornalista que vivia com o seu "patner" brasileiro. E falava já bem o inglês, dado o convívio e as visitas ao Brasil.
Bem, começarei pela médica.
Quando fui chamada pela escola de inglês, achei num anúncio no Gumtree, conversei com a dona da agência ou gerente, não sei o que ela era... uma mulher com um sotaque horroroso, que depois de meses vim saber que era sotaque indiano e eu mal entendia a mulher...
Eu dizia a ela: bem, o meu inglês não é tão bom, não sei se poderei dar aulas para turmas básicas e ela só dizia que meu inglês era ótimo - o que eu sei até hoje que não é.
E me passou para ir dar aulas para essa mulher.
Tudo bem, tentei falar com ela que não entendia absolutamente de português, mas tinha como parâmetro o francês, no qual ela era fluente, e o espanhol que o marido estudava e que me atrapalhava...
Sim, começou aí, na primeira aula o marido ficou para ver e me incomodava com palavras em espanhol, parecem o português? Parecem, mas não é português, muito menos o do Brasil.
Aí começou toda a tragédia, perguntei para ela qual o português ela queria: Brasil ou Portugal e ela não sabia (aff!!!) disse que tinha amigos em Moçambique e talvez fosse melhor o português da terra de Camões - só que fui contratada para aulas de português do Brasil - daí, ela pediu para eu conversar por telefone com o amigo moçambicano que disse que a influência dos programas de tv brasileiros era muito grande por lá e todo mundo entende o sotaque brasileiro.
Assim, por responsabilidade do rapaz, a escolha foi o português do Brasil.
Ela foi simpática comigo, o marido não participou mais das aulas - ficou lá só pra não deixar a esposinha sozinha - coitadinha! eu poderia ser um monstro! - e, como bom adEvogado: me julgar.
A partir dessa aula, foram marcadas as datas para as outras, que ela mudava sempre em cima da hora e mudou a maior parte das aulas para o hospital St Mary onde ela trabalhava.
Perdi muito dinheiro com essas mudanças em cima da hora: ela teria que assinar num papel que a aula foi mudada de última hora para que eu ganhasse e para essa mulher assinar?
Assinou uma de má vontade e ligou pra indiana maluca que cancelou que eu recebesse o dinheiro, como se eu tivesse agido de má-fé, com meu inglês péssimo, só entendi que não iam me pagar as aulas, com argumentos delas e eu, sem poder me defender, fiquei quieta e aguentei... como pegar um overground de Dalston Juction e quando estava chegando em Richmond, ligando para a mulher dizendo que estava a caminho da casa dela para a aula, ela me diz que não estava em casa e sim no trabalho e que não ia dar pra ter a aula naquele dia...
Voltei no mesmo trem.
Eu ainda teria que descer na estação de Richmond, pegar o metrô, andaria umas 4 estações de metrô e mais uns 15 minutos a pé...
E aconteceram outras vezes... mas eu me acostumei a ligar para confirmar se ela ia estar DISPONÍVEL para as aulas antes de sair de casa ou de um compromisso anterior à aula.
Aos poucos, fui percebendo que as aulas não fluiam, eu estava de saco cheio dela, porque ela sempre se atrasava, sempre desmarcava, NUNCA fazia as lições que pedia para ela fazer...
Ela viajava muito a trabalho, numa dessas, ficou 2 semanas sem aula e voltou toda bronzeada, feliz da vida e nada de ter feito as lições extras que pedi... era difícil dar aulas se eu tinha um inglês minúsculo e se ela era uma aluna relapsa.
No final, cansadíssima e não vendo a hora de terminar aquelas 10 aulas que foram combinadas, ela também já estava de saco cheio, claro, ela deveria achar que a culpa era minha.
Sim, de alguma forma, por não falar bem o inglês a aula não tinha como ser boa, mas eu me esforçava muito e ela, não.
E quando eu ia dar aulas para ela no escritório do hospital ela ficava caçando uma sala para termos aulas e estava preocupada com reuniões que teria ou que já tivera naquele dia... ela não se concentrava e jogava todo o estress em mim.
Além de querer traduzir tudo pelo francês ou usar palavras em espanhol, que com certeza o marido insistia em colocar no vocabulário dela para "ajudá-la" a aprender...
Num desses dias, na casa dela, ela queria saber o que era "temporada" e eu disse que naquele caso era season e ela não acreditou em mim, ela abriu o laptop e foi no google procurar e não achou, porque nem saber procurar o significado de uma palavra, um dicionário on line ela não sabia - ou estava tão estressada com o trabalho que nem isso conseguia fazer.
Fiquei muito, muito, muito chateada porque eu não diria algo que não soubesse e outra: sabendo do meu inglês eu preparava as aulas e procurava todo o vocabulário da aula para fazer o melhor possível. Eu sabia da minha deficiência e tentava driblá-la.
Mas naquele dia, pra mim, não dava mais. As outras aulas ela me tratou como se eu fosse a melhor amiga dela, ela sempre me cumprimentava com beijinho no rosto e como ela havia sido tão rude comigo e parecia tão irritada pensei que ela não faria isso. Tipo, eu me esquivei, dei um oi, mas ela insistiu no cumprimento de beijo para se achar meio brasileira.
Não sei se ela percebeu meu recuo, afinal, não é estranho uma pessoa que te trata mal num dia no outro vir cheia de amor pra dar?
Para mim é estranhíssimo, nunca vi isso no Brasil, só quando a pessoa é extremamente falsa e precisa de algo de você...
Na última aula ela também desmarcou e dei graças a Deus, avisei a indiana maluca - a qual eu sempre pedia pra me mandar emails explicando tudo e não me mandava (era melhor ler do que ouvir o inaudível), e aí a aula também não me foi paga porque a mulher não quis assinar o papel, mas eu, de saco cheio deixei pra lá, não aguentava mais aquilo...
Foi um alívio não dar aulas mais para aquela médica estressada e preguiçosa.
Mas ela me ensinou algo: ela queria saber o que era "aluno" e eu disse "pãpil" e ela não entendia o que eu queria dizer e disse que era como "student" e ela "ah! PIUPOL" ou seja, toda a minha vida de estudante de inglês no Brasil aprendi errado a pronunciar essa palavra... e confirmei com uma prima minha - acho que já contei isso - que ela também aprendeu a pronunciar pãpil, e ela não estudou nos mesmos lugares que eu...
Ou seja, professor de inglês que nunca estudo fora do Brasil e as escolas vão aceitando só por ter um nível alto só quer dizer: gente que aprendeu errado com outros e que vai se propagando por uma nação inteira de estudantes brasileiros...
A palavra se escreve pupil e nunca mais a esquecerei e o quanto sua pronúncia verdadeira é parecida com people.
Tive três alunos nessa época, dois por uma agência de aulas de idiomas.
Todos eram aulas particulares e enquanto a agência ganhava por volta de 34 libras a hora, me pagavam míseras 15 com muito sufoco.
A primeira aluna era uma inglesa, médica, que fazia pesquisas sobre doenças silvestres e iria para moçambique, onde já conhecia algumas pessoas via internet; e pretendia, em um futuro breve, ir ao Brasil para estudo também.
O segundo aluno era um espanhol que parecia um robozinho que só fazia copiar as lições, além de um dia esconder praticamente na minha cara a aliança, mas esqueceu do quadro da noiva...
O terceiro era um inglês, meia-idade, jornalista que vivia com o seu "patner" brasileiro. E falava já bem o inglês, dado o convívio e as visitas ao Brasil.
Bem, começarei pela médica.
Quando fui chamada pela escola de inglês, achei num anúncio no Gumtree, conversei com a dona da agência ou gerente, não sei o que ela era... uma mulher com um sotaque horroroso, que depois de meses vim saber que era sotaque indiano e eu mal entendia a mulher...
Eu dizia a ela: bem, o meu inglês não é tão bom, não sei se poderei dar aulas para turmas básicas e ela só dizia que meu inglês era ótimo - o que eu sei até hoje que não é.
E me passou para ir dar aulas para essa mulher.
Tudo bem, tentei falar com ela que não entendia absolutamente de português, mas tinha como parâmetro o francês, no qual ela era fluente, e o espanhol que o marido estudava e que me atrapalhava...
Sim, começou aí, na primeira aula o marido ficou para ver e me incomodava com palavras em espanhol, parecem o português? Parecem, mas não é português, muito menos o do Brasil.
Aí começou toda a tragédia, perguntei para ela qual o português ela queria: Brasil ou Portugal e ela não sabia (aff!!!) disse que tinha amigos em Moçambique e talvez fosse melhor o português da terra de Camões - só que fui contratada para aulas de português do Brasil - daí, ela pediu para eu conversar por telefone com o amigo moçambicano que disse que a influência dos programas de tv brasileiros era muito grande por lá e todo mundo entende o sotaque brasileiro.
Assim, por responsabilidade do rapaz, a escolha foi o português do Brasil.
Ela foi simpática comigo, o marido não participou mais das aulas - ficou lá só pra não deixar a esposinha sozinha - coitadinha! eu poderia ser um monstro! - e, como bom adEvogado: me julgar.
A partir dessa aula, foram marcadas as datas para as outras, que ela mudava sempre em cima da hora e mudou a maior parte das aulas para o hospital St Mary onde ela trabalhava.
Perdi muito dinheiro com essas mudanças em cima da hora: ela teria que assinar num papel que a aula foi mudada de última hora para que eu ganhasse e para essa mulher assinar?
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| Caminho que fiz em Rosa |
Voltei no mesmo trem.
Eu ainda teria que descer na estação de Richmond, pegar o metrô, andaria umas 4 estações de metrô e mais uns 15 minutos a pé...
E aconteceram outras vezes... mas eu me acostumei a ligar para confirmar se ela ia estar DISPONÍVEL para as aulas antes de sair de casa ou de um compromisso anterior à aula.
Aos poucos, fui percebendo que as aulas não fluiam, eu estava de saco cheio dela, porque ela sempre se atrasava, sempre desmarcava, NUNCA fazia as lições que pedia para ela fazer...
Ela viajava muito a trabalho, numa dessas, ficou 2 semanas sem aula e voltou toda bronzeada, feliz da vida e nada de ter feito as lições extras que pedi... era difícil dar aulas se eu tinha um inglês minúsculo e se ela era uma aluna relapsa.
No final, cansadíssima e não vendo a hora de terminar aquelas 10 aulas que foram combinadas, ela também já estava de saco cheio, claro, ela deveria achar que a culpa era minha.
Sim, de alguma forma, por não falar bem o inglês a aula não tinha como ser boa, mas eu me esforçava muito e ela, não.
E quando eu ia dar aulas para ela no escritório do hospital ela ficava caçando uma sala para termos aulas e estava preocupada com reuniões que teria ou que já tivera naquele dia... ela não se concentrava e jogava todo o estress em mim.
Além de querer traduzir tudo pelo francês ou usar palavras em espanhol, que com certeza o marido insistia em colocar no vocabulário dela para "ajudá-la" a aprender...
Num desses dias, na casa dela, ela queria saber o que era "temporada" e eu disse que naquele caso era season e ela não acreditou em mim, ela abriu o laptop e foi no google procurar e não achou, porque nem saber procurar o significado de uma palavra, um dicionário on line ela não sabia - ou estava tão estressada com o trabalho que nem isso conseguia fazer.
Fiquei muito, muito, muito chateada porque eu não diria algo que não soubesse e outra: sabendo do meu inglês eu preparava as aulas e procurava todo o vocabulário da aula para fazer o melhor possível. Eu sabia da minha deficiência e tentava driblá-la.
Mas naquele dia, pra mim, não dava mais. As outras aulas ela me tratou como se eu fosse a melhor amiga dela, ela sempre me cumprimentava com beijinho no rosto e como ela havia sido tão rude comigo e parecia tão irritada pensei que ela não faria isso. Tipo, eu me esquivei, dei um oi, mas ela insistiu no cumprimento de beijo para se achar meio brasileira.
Não sei se ela percebeu meu recuo, afinal, não é estranho uma pessoa que te trata mal num dia no outro vir cheia de amor pra dar?
Para mim é estranhíssimo, nunca vi isso no Brasil, só quando a pessoa é extremamente falsa e precisa de algo de você...
Na última aula ela também desmarcou e dei graças a Deus, avisei a indiana maluca - a qual eu sempre pedia pra me mandar emails explicando tudo e não me mandava (era melhor ler do que ouvir o inaudível), e aí a aula também não me foi paga porque a mulher não quis assinar o papel, mas eu, de saco cheio deixei pra lá, não aguentava mais aquilo...
Foi um alívio não dar aulas mais para aquela médica estressada e preguiçosa.
Mas ela me ensinou algo: ela queria saber o que era "aluno" e eu disse "pãpil" e ela não entendia o que eu queria dizer e disse que era como "student" e ela "ah! PIUPOL" ou seja, toda a minha vida de estudante de inglês no Brasil aprendi errado a pronunciar essa palavra... e confirmei com uma prima minha - acho que já contei isso - que ela também aprendeu a pronunciar pãpil, e ela não estudou nos mesmos lugares que eu...
Ou seja, professor de inglês que nunca estudo fora do Brasil e as escolas vão aceitando só por ter um nível alto só quer dizer: gente que aprendeu errado com outros e que vai se propagando por uma nação inteira de estudantes brasileiros...
A palavra se escreve pupil e nunca mais a esquecerei e o quanto sua pronúncia verdadeira é parecida com people.
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29 junho 2011
Casas que morei em fotos
Casa do GG e da Pureza:
| Abertura da Porta para Leetle |
| Quintal do GG (dos fundos) |
| Banheiro do GG, azulejo da banheira... o que é isso? não quero saber!!!! |
| entre a máquina de lavar e secar... |
Mansão do Horror:
| Prateleira da Geladeira de Soudemorte, eu levantei o leite para bater a foto |
| Microondas de Soudemorte |
11 junho 2011
Stewart Leettle, parte final
Finalmente chegamos aos outros dois personagens que faltavam nessa casa: o rapaz do video-game, que era até gente boa não fosse ele chegar de madrugada e jogar video-game com o volume no último e ainda gritar: meerda! merda! meeeerda! enquanto jogava às 2 da manhã...
Ele morava no outro quarto, ao lado do meu, gostava de ouvir a Rihanna e Duffy, paulista, está aqui há 3 anos e chegou pra estudar e foi ficando... passaporte italiano, vai embora quando tiver vontade, se tiver.
Uma bela tarde de quarta-feira, me dei ao luxo de ir ao cinema ver a De Volta para o Futuro na comemoração de 25 anos do filme. Cheguei na casa cansadona... e me joguei na cama e liguei a tv para descansar... eis que então que só escuto um barulho debaixo da minha cama e um pequeno vulto saindo desembestado por debaixo da porta: era meu novo amiguinho que parecia dividir quarto comigo: Stewart Leetle ou Leetle Stweart, cheguei a alcunhá-lo de James Stewart Leetle, mas o James verdadeiro nunca mereceu isso...
Fiquei passada, apavorada... um rato acabava de sair pela porta do meu quarto!
E percebi que havia um buraco enorme no canto da porta por onde ele teria livre acesso... pensei na janela que deixava sempre aberta, teria ele vindo de fora?
Fazia muito tempo que se precisava carpir aquele quintal da parte de trás...
Apavorada, fui contar pro GG sobre o que tinha acontecido. Ele e Pureza riram, riram na minha cara e ele ainda disse:
"ah, então vou ter que cobrar aluguel dele também!"
Aí ficou sério e começou a perguntar: você deixa resto de comida no seu quarto?
E fez outras perguntas como se eu fosse a pessoa mais porca do mundo e pra todos eu respondi o óbvio: não!
O meu pavor foi tanto que fui dormir morta de medo, na verdade, não dormi direito aquela noite pensando que o Leetle deveria ser o Lee amigo de Soudemorte que o transformou em rato pra terminar de acabar com minhas poucas alegrias em Londres...
Falando sério, fiquei pensando que se ele saiu pela porta tão rapidamente era porque conhecia muito bem o caminho e que saberia fazer o caminho de volta...
Acordei no meio da noite assustada, toquei em algo do lado do meu travesseiro: era meu relógio de pulso que eu deixava ali porque tenho mania de olhar as horas toda vez que acordo... imaginem... eu pensando estar tocando um rato que estaria dormindo beeem no meu rosto... minha pressão deve ter chegado a 30...
Dormi apavorada e fui comprar panos e adesivos pra tentar vedar minha porta, só abria a janela quando estava no quarto e de olho, olhei todos os cantos pra ver se ele poderia estar em algum lugar ou se havia algum buraco...
Tentei vedar a porta, mas descobri que ele poderia ir pela parte de cima dela, que dava uma falha... é... as belas e bem conservadas casas de Londres alugadas por brasileiros...
Dava uma falha na porta porque ela ficava torta e também percebi que a porta era só duas folhas: era oca por dentro... o ratinho poderia fazer a festa ali... e, mesmo assim, colocava os panos debaixo só pra tentar dormir tranquila...
Avisei o rapaz do quarto ao lado, queria saber se ele já tinha tido algum problema, GG tinha me dito que nunca tinham tido problema de rato lá... falou com a maior cara de "oh! que surpresa!" por isso ficou me culpando e tal... tentando me fazer ser culpada.
O moço do video-game me disse que nunca tinha visto e que ficaria esperto... pro outro casal não avisei, quase não os via e achei que o problema era mesmo da janela e que talvez o bicho tinha ido embora...
Algum tempo depois, o bicho aparece de novo no quarto do rapaz do lado. Ele disse que o bicho fazia barulho no guarda-roupa dele, mas ele não o viu.
Corri pra ver meu guarda-roupa, não achei nada, só do lado de fora, num canto que guardava sacolas estavam molhadas... morri de nojo e medo!
Não tinha cheiro de urina e achei que poderia ser por essas sacolas estarem do lado do aquecedor... em todo caso, joguei tudo fora com raiva, porque tinha planos pras coisas que estavam ali.
GG não viu o rato, Pureza não viu o rato e não resolviam nada, só deu uma pequeníssima ratoeira para o moço do video-game pôr no quarto dele, parecia ratoeira de brinquedo... uma palhaçada!
Pureza chegou a me perguntar se eu tinha nojo de rato, que não era tão grande coisa assim e eu disse que não tinha nojo, tinha pavor e ela me olhou com uma cara do tipo: credo, que menina mais nojentinha!
Como se rato fosse um animal de estimação... talvez o dela... além do GG...
Mais alguns dias e contei pro casal goiano sobre o Stewart... eles não o tinham visto também, parecia meu karma: só eu o conhecia pessoalmente...
Passado algum tempo não soube mais da criatura e fiquei tranquila. Até que um domingo, na cozinha, esquentando meu jantar só vejo um barulho estranho e uma coisa correndo na minha direção: gritei como uma louca!!!!!!! O bicho, antes de chegar em mim, desviou, outro buraco para ele, debaixo da mesinha da cozinha, daquelas só de parede, tinha um vão numa portinha, ali era a entrada pra debaixo da escada... meu amigo tinha mais um esconderijo...
O engraçado é que o casal goiano estava na casa e não foi lá ver o que estava acontecendo, e se eu tivesse tido um ataque do coração? Morria ali...
Uns dias depois o rapaz desse casal veio me perguntar se tinha sido o rato, porque ele foi passear no quarto dele e que ele só não o matou, porque a mulher gritou e assustou o bicho.
E ele me disse para eu olhar atrás da privada, havia mesmo um buraco ali também que tentaram tampar com uma bucha de lavar prato... ou seja, o problema era antigo... só disfarçado...
Estava ficando cansada daquilo, ainda mais que comecei a acordar de manhã e todos os dias encontrava cocô de rato no chão.
Já não aguentava mais morar ali por conta da minha rinite atacada pelo carpete do quarto e pelo aquecedor que eu comecei a desligar durante à noite, mesmo com -2 graus Celsius -, com um outro morador me sugando a tranquilidade e o meu dinheiro ficando cada vez mais raro... tinha que me mudar... o cara não dava jeito... não tomava providência, só tinha posto na pia uma daquelas placas de pegar rato... só!
Leetle era muito esperto pra não passar por ali...
Alguns dias depois encontrei minhas coisas no armário da cozinha roídas: uma caixa daquele After 8 e até um rolo de papel toalha, no plástico fechado, estava roído... joguei a grande maioria das coisas fora e vi que realmente a coisa estava cada vez pior!
O casal fofo não me reembolsou os gastos com a comida roída e não ia mais ficar ali...
Fora a limpeza da casa: pagava 85 a semana e, em dois meses que fiquei lá, vi duas vezes a casa ser limpa - banheiro principalmente!!!!
No meio de muita pressa, resolvi ir morar com Marciana - logo saberão mais a respeito - antes de sair, era perto do Natal e fui pra Portugal ver minhas tias e passar o Natal em família.
Deixei minhas coisas na casa da Marciana antes de viajar.
Um dia antes de deixar a casa, Pureza veio me dizer que não ia mais deixar o forro de aluminio nas bocas de fogão, porque ela fazia isso pra não precisar limpar o fogão, sujava e se jogava fora, mas cada um teria que limpar a partir de agora porque ela havia achado restos de comida ali parado e cocôs de rato.
E eu: bem, eu estou saindo e já não estou mais cozinhando aqui.
(preferia comer, novamente fast food do que naquele nojo de cozinha)
Ela ficou com cara de c* pra mim... tipo: é, né? Joga na cara...
Mas eu havia dito que tinha pavor de rato, eu tinha avisado sobre o bicho... não ia ficar pagando 85 libras por semana por um quarto que eu dividia com um rato, não dormia porque tinha um cara jogando video-game no último volume e gritando, com a garganta moída e doendo e o nariz sangrando por conta do aquecimento e do carpete de 50 anos no chão - eu passava aspirador até 2 vezes por semana, mas o negócio era velho... (GG ainda me falou que tinha um aparelho pra lavar carpete: ah tá! agora vou lavar pra você, né?)
Não, não dava mais pra morar assim... e saí antes de um presente maior de Natal do Leetle...
Ele morava no outro quarto, ao lado do meu, gostava de ouvir a Rihanna e Duffy, paulista, está aqui há 3 anos e chegou pra estudar e foi ficando... passaporte italiano, vai embora quando tiver vontade, se tiver.
Uma bela tarde de quarta-feira, me dei ao luxo de ir ao cinema ver a De Volta para o Futuro na comemoração de 25 anos do filme. Cheguei na casa cansadona... e me joguei na cama e liguei a tv para descansar... eis que então que só escuto um barulho debaixo da minha cama e um pequeno vulto saindo desembestado por debaixo da porta: era meu novo amiguinho que parecia dividir quarto comigo: Stewart Leetle ou Leetle Stweart, cheguei a alcunhá-lo de James Stewart Leetle, mas o James verdadeiro nunca mereceu isso...
Fiquei passada, apavorada... um rato acabava de sair pela porta do meu quarto!
E percebi que havia um buraco enorme no canto da porta por onde ele teria livre acesso... pensei na janela que deixava sempre aberta, teria ele vindo de fora?
Fazia muito tempo que se precisava carpir aquele quintal da parte de trás...
Apavorada, fui contar pro GG sobre o que tinha acontecido. Ele e Pureza riram, riram na minha cara e ele ainda disse:
"ah, então vou ter que cobrar aluguel dele também!"
Aí ficou sério e começou a perguntar: você deixa resto de comida no seu quarto?
E fez outras perguntas como se eu fosse a pessoa mais porca do mundo e pra todos eu respondi o óbvio: não!
O meu pavor foi tanto que fui dormir morta de medo, na verdade, não dormi direito aquela noite pensando que o Leetle deveria ser o Lee amigo de Soudemorte que o transformou em rato pra terminar de acabar com minhas poucas alegrias em Londres...
Falando sério, fiquei pensando que se ele saiu pela porta tão rapidamente era porque conhecia muito bem o caminho e que saberia fazer o caminho de volta...
Acordei no meio da noite assustada, toquei em algo do lado do meu travesseiro: era meu relógio de pulso que eu deixava ali porque tenho mania de olhar as horas toda vez que acordo... imaginem... eu pensando estar tocando um rato que estaria dormindo beeem no meu rosto... minha pressão deve ter chegado a 30...
Dormi apavorada e fui comprar panos e adesivos pra tentar vedar minha porta, só abria a janela quando estava no quarto e de olho, olhei todos os cantos pra ver se ele poderia estar em algum lugar ou se havia algum buraco...
Tentei vedar a porta, mas descobri que ele poderia ir pela parte de cima dela, que dava uma falha... é... as belas e bem conservadas casas de Londres alugadas por brasileiros...
Dava uma falha na porta porque ela ficava torta e também percebi que a porta era só duas folhas: era oca por dentro... o ratinho poderia fazer a festa ali... e, mesmo assim, colocava os panos debaixo só pra tentar dormir tranquila...
Avisei o rapaz do quarto ao lado, queria saber se ele já tinha tido algum problema, GG tinha me dito que nunca tinham tido problema de rato lá... falou com a maior cara de "oh! que surpresa!" por isso ficou me culpando e tal... tentando me fazer ser culpada.
O moço do video-game me disse que nunca tinha visto e que ficaria esperto... pro outro casal não avisei, quase não os via e achei que o problema era mesmo da janela e que talvez o bicho tinha ido embora...
Algum tempo depois, o bicho aparece de novo no quarto do rapaz do lado. Ele disse que o bicho fazia barulho no guarda-roupa dele, mas ele não o viu.
Corri pra ver meu guarda-roupa, não achei nada, só do lado de fora, num canto que guardava sacolas estavam molhadas... morri de nojo e medo!
Não tinha cheiro de urina e achei que poderia ser por essas sacolas estarem do lado do aquecedor... em todo caso, joguei tudo fora com raiva, porque tinha planos pras coisas que estavam ali.
GG não viu o rato, Pureza não viu o rato e não resolviam nada, só deu uma pequeníssima ratoeira para o moço do video-game pôr no quarto dele, parecia ratoeira de brinquedo... uma palhaçada!
Pureza chegou a me perguntar se eu tinha nojo de rato, que não era tão grande coisa assim e eu disse que não tinha nojo, tinha pavor e ela me olhou com uma cara do tipo: credo, que menina mais nojentinha!
Como se rato fosse um animal de estimação... talvez o dela... além do GG...
Mais alguns dias e contei pro casal goiano sobre o Stewart... eles não o tinham visto também, parecia meu karma: só eu o conhecia pessoalmente...
Passado algum tempo não soube mais da criatura e fiquei tranquila. Até que um domingo, na cozinha, esquentando meu jantar só vejo um barulho estranho e uma coisa correndo na minha direção: gritei como uma louca!!!!!!! O bicho, antes de chegar em mim, desviou, outro buraco para ele, debaixo da mesinha da cozinha, daquelas só de parede, tinha um vão numa portinha, ali era a entrada pra debaixo da escada... meu amigo tinha mais um esconderijo...
O engraçado é que o casal goiano estava na casa e não foi lá ver o que estava acontecendo, e se eu tivesse tido um ataque do coração? Morria ali...
Uns dias depois o rapaz desse casal veio me perguntar se tinha sido o rato, porque ele foi passear no quarto dele e que ele só não o matou, porque a mulher gritou e assustou o bicho.
E ele me disse para eu olhar atrás da privada, havia mesmo um buraco ali também que tentaram tampar com uma bucha de lavar prato... ou seja, o problema era antigo... só disfarçado...
Estava ficando cansada daquilo, ainda mais que comecei a acordar de manhã e todos os dias encontrava cocô de rato no chão.
Já não aguentava mais morar ali por conta da minha rinite atacada pelo carpete do quarto e pelo aquecedor que eu comecei a desligar durante à noite, mesmo com -2 graus Celsius -, com um outro morador me sugando a tranquilidade e o meu dinheiro ficando cada vez mais raro... tinha que me mudar... o cara não dava jeito... não tomava providência, só tinha posto na pia uma daquelas placas de pegar rato... só!
Leetle era muito esperto pra não passar por ali...
Alguns dias depois encontrei minhas coisas no armário da cozinha roídas: uma caixa daquele After 8 e até um rolo de papel toalha, no plástico fechado, estava roído... joguei a grande maioria das coisas fora e vi que realmente a coisa estava cada vez pior!
O casal fofo não me reembolsou os gastos com a comida roída e não ia mais ficar ali...
Fora a limpeza da casa: pagava 85 a semana e, em dois meses que fiquei lá, vi duas vezes a casa ser limpa - banheiro principalmente!!!!
No meio de muita pressa, resolvi ir morar com Marciana - logo saberão mais a respeito - antes de sair, era perto do Natal e fui pra Portugal ver minhas tias e passar o Natal em família.
Deixei minhas coisas na casa da Marciana antes de viajar.
Um dia antes de deixar a casa, Pureza veio me dizer que não ia mais deixar o forro de aluminio nas bocas de fogão, porque ela fazia isso pra não precisar limpar o fogão, sujava e se jogava fora, mas cada um teria que limpar a partir de agora porque ela havia achado restos de comida ali parado e cocôs de rato.
E eu: bem, eu estou saindo e já não estou mais cozinhando aqui.
(preferia comer, novamente fast food do que naquele nojo de cozinha)
Ela ficou com cara de c* pra mim... tipo: é, né? Joga na cara...
Mas eu havia dito que tinha pavor de rato, eu tinha avisado sobre o bicho... não ia ficar pagando 85 libras por semana por um quarto que eu dividia com um rato, não dormia porque tinha um cara jogando video-game no último volume e gritando, com a garganta moída e doendo e o nariz sangrando por conta do aquecimento e do carpete de 50 anos no chão - eu passava aspirador até 2 vezes por semana, mas o negócio era velho... (GG ainda me falou que tinha um aparelho pra lavar carpete: ah tá! agora vou lavar pra você, né?)
Não, não dava mais pra morar assim... e saí antes de um presente maior de Natal do Leetle...
Marcadores:
Leetle Stewart,
moradia em Londres,
procura de casa em Londres,
saúde
10 meses ou como eu mudaria tudo...
Depois de 10 meses em Londres a ficha realmente cai. Quer dizer, agora você já sabe tudo que fez errado e como deveria ter feito se fosse hoje que estaria planejando sua viagem.
Vou fazer uma listagem:
1 - Nunca, NUNCA, aceite morar na zona 4 ou mesmo zona 3: você só gastará muito dinheiro com transporte, o mais viável é o metrô, que é caro. Prefira morar na zona 1 e 2 e use ônibus. Se você carregar seu bilhete único daqui (top up your Oyster or Traveller Card), para uma semana de ônibus, você pagará bem menos que de metrô e poderá andar quantas vezes quiser de ônibus num dia por todas as zonas da cidade - se tiver paciência pra isso rs;
2 - NUNCA aceite morar numa casa em que a pessoa fala pra você: tem um probleminha, depois te conto. NUNCA deixe esse "probleminha" para saber quando chegar em Londres, você poderá estar morando na Mansão do Terror e nem sabe...
3 - Se sua meta é estudar e não pagou curso no Brasil, tenha isso como a primeira coisa a resolver aqui. Estou há 10 meses e só fiz aulas particulares, são boas, mas não dão certificado de que você estudou em Londres. E se você deixar isso pra depois, como duas pessoas me disseram (e é a pura verdade): Londres te engole! Não seja engolido por Londres como eu, vá procurar um curso no centro, na Oxford Street existe pra todos os gostos e preços e os "General English" costumam começar toda a semana. Diferente de quando eu morava em Richmond (zona 4) que tinha datas fechadas como outubro e janeiro... e isso fez com que eu pensasse que era assim na cidade toda;
observação: Richmond é um lugar maravilhoso de se morar e você tem muito mais contato com ingleses - o bom das zonas mais distantes é isso, são bons locais pra se praticar inglês com nativos - , mas é distante dos trabalho e escolas...
4 - Procure alugar uma casa para morar que não seja com brasileiros ou portugueses, senão você, como eu, não falará inglês e passará por muitas situações de raiva - não que não passe com outras nações, mas eles são muito mais na deles e não se metem na sua vida, além de cuidar melhor da casa;
5 - Dê preferência por casa de ingleses natos que alugam, eles cuidam muito da casa e qualquer problema estão atentos a fazer o melhor possível - como acontece onde mora uma moça que conheço;
6 - Se seu landlord (senhorio) não der conta daquilo que você reclamou, espere alguns dias, nada resolvido, vá procurar outro lugar: ele não vai resolver, vai empurrar com a barriga enquanto puder, pode ser por anos;
7 - Vá procurar emprego depois de já estar estudando e procure um horário que não atrapalhará seus estudos;
8 - Procure fazer amizades com falantes de qualquer outro idioma menos o português, isso será bom pra treinar o inglês, mesmo que os outros, nem você, falem corretamente, é um treino;
9 - Não pense que será fácil fazer amizades, até com brasileiros será difícil: cada um se fecha no seu mundo e só pensa em ganhar dinheiro. O que você mais vai ouvir será: estou busy. As pessoas, definitivamente, não têm tempo para serem sociáveis e legais nem com elas mesmas. A ganância do dinheiro e, talvez, por terem passado perrengues aqui, faz com que as pessoas não ajudem ninguém. Ninguém ajuda ninguém em Londres, isso é fato. Nunca conte com a ajuda e boa vontade das pessoas, isso não existe aqui. Claro, isso é 1% do que pode acontecer... mas tenha sempre um plano b porque é ele que você vai usar na grande maioria das vezes;
Conselhos de coisas que não vivi, mas já vi gente passando sufocos:
10 - Venha com dinheiro, não seja louco de chegar aqui com pouco achando que vai arrumar emprego rápido - o país está em recessão e até pra ser cleaner a coisa está complicada;
11 - Se você tiver como tirar uma cidadania de algum país da comunidade européia, tire antes de vir, você passará pela imigração sem dor; caso não tenha como: venha com visto de estudante ou de trabalho. Não tente ser mais um "indocumentado" aqui (como os ilegais se 'qualificam'), a vida é difícil para quem tem visto ou cidadania, imagine chegar aqui e ficar escondido ou arrumar um emprego de escravo, os empregos já são de trabalhos forçados... sem documento então... espere pela pior exploração possível.
****
Queria fazer uma observação aqui nessa postagem porque magoei pessoas queridas: Patrícia e sua mãe, a Rita. Elas fazem parte do um por cento de brasileiros que são dignos, honestos e amigos em Londres. Outra coisa: as aulas particulares de inglês da Patrícia são muito melhores que qualquer curso da Oxford st. Se você quer aprender inglês, com ela você aprende, nas escolas da Oxford e etc só repete o que viu no Brasil ou nem isso... só quero frizar que: você quer um papel dizendo "estudei em Londres" pra provar no Brasil, aí você faz qualquer escola mesmo...
Espero ter acabado com esse mal entendido terrível!
Vou fazer uma listagem:
1 - Nunca, NUNCA, aceite morar na zona 4 ou mesmo zona 3: você só gastará muito dinheiro com transporte, o mais viável é o metrô, que é caro. Prefira morar na zona 1 e 2 e use ônibus. Se você carregar seu bilhete único daqui (top up your Oyster or Traveller Card), para uma semana de ônibus, você pagará bem menos que de metrô e poderá andar quantas vezes quiser de ônibus num dia por todas as zonas da cidade - se tiver paciência pra isso rs;
2 - NUNCA aceite morar numa casa em que a pessoa fala pra você: tem um probleminha, depois te conto. NUNCA deixe esse "probleminha" para saber quando chegar em Londres, você poderá estar morando na Mansão do Terror e nem sabe...
3 - Se sua meta é estudar e não pagou curso no Brasil, tenha isso como a primeira coisa a resolver aqui. Estou há 10 meses e só fiz aulas particulares, são boas, mas não dão certificado de que você estudou em Londres. E se você deixar isso pra depois, como duas pessoas me disseram (e é a pura verdade): Londres te engole! Não seja engolido por Londres como eu, vá procurar um curso no centro, na Oxford Street existe pra todos os gostos e preços e os "General English" costumam começar toda a semana. Diferente de quando eu morava em Richmond (zona 4) que tinha datas fechadas como outubro e janeiro... e isso fez com que eu pensasse que era assim na cidade toda;
observação: Richmond é um lugar maravilhoso de se morar e você tem muito mais contato com ingleses - o bom das zonas mais distantes é isso, são bons locais pra se praticar inglês com nativos - , mas é distante dos trabalho e escolas...
4 - Procure alugar uma casa para morar que não seja com brasileiros ou portugueses, senão você, como eu, não falará inglês e passará por muitas situações de raiva - não que não passe com outras nações, mas eles são muito mais na deles e não se metem na sua vida, além de cuidar melhor da casa;
5 - Dê preferência por casa de ingleses natos que alugam, eles cuidam muito da casa e qualquer problema estão atentos a fazer o melhor possível - como acontece onde mora uma moça que conheço;
6 - Se seu landlord (senhorio) não der conta daquilo que você reclamou, espere alguns dias, nada resolvido, vá procurar outro lugar: ele não vai resolver, vai empurrar com a barriga enquanto puder, pode ser por anos;
7 - Vá procurar emprego depois de já estar estudando e procure um horário que não atrapalhará seus estudos;
8 - Procure fazer amizades com falantes de qualquer outro idioma menos o português, isso será bom pra treinar o inglês, mesmo que os outros, nem você, falem corretamente, é um treino;
9 - Não pense que será fácil fazer amizades, até com brasileiros será difícil: cada um se fecha no seu mundo e só pensa em ganhar dinheiro. O que você mais vai ouvir será: estou busy. As pessoas, definitivamente, não têm tempo para serem sociáveis e legais nem com elas mesmas. A ganância do dinheiro e, talvez, por terem passado perrengues aqui, faz com que as pessoas não ajudem ninguém. Ninguém ajuda ninguém em Londres, isso é fato. Nunca conte com a ajuda e boa vontade das pessoas, isso não existe aqui. Claro, isso é 1% do que pode acontecer... mas tenha sempre um plano b porque é ele que você vai usar na grande maioria das vezes;
Conselhos de coisas que não vivi, mas já vi gente passando sufocos:
10 - Venha com dinheiro, não seja louco de chegar aqui com pouco achando que vai arrumar emprego rápido - o país está em recessão e até pra ser cleaner a coisa está complicada;
11 - Se você tiver como tirar uma cidadania de algum país da comunidade européia, tire antes de vir, você passará pela imigração sem dor; caso não tenha como: venha com visto de estudante ou de trabalho. Não tente ser mais um "indocumentado" aqui (como os ilegais se 'qualificam'), a vida é difícil para quem tem visto ou cidadania, imagine chegar aqui e ficar escondido ou arrumar um emprego de escravo, os empregos já são de trabalhos forçados... sem documento então... espere pela pior exploração possível.
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Queria fazer uma observação aqui nessa postagem porque magoei pessoas queridas: Patrícia e sua mãe, a Rita. Elas fazem parte do um por cento de brasileiros que são dignos, honestos e amigos em Londres. Outra coisa: as aulas particulares de inglês da Patrícia são muito melhores que qualquer curso da Oxford st. Se você quer aprender inglês, com ela você aprende, nas escolas da Oxford e etc só repete o que viu no Brasil ou nem isso... só quero frizar que: você quer um papel dizendo "estudei em Londres" pra provar no Brasil, aí você faz qualquer escola mesmo...
Espero ter acabado com esse mal entendido terrível!
06 junho 2011
Quase uma bipolar... ou ... vencendo o bullying
Estou reabrindo o blog...
Eu sei, vocês devem ficar: decide o que você quer, Regina!
E, na verdade, eu quero ele aberto, nunca tive blog fechado.
Pensei muito sobre o motivo de restringir esse blog e percebi que quem estava perdendo era eu e meus amigos. Afinal, estava fechando meu blog para o bullying e a única coisa que ele causa é revolta, medo e traumas. Como eu não estou mais na escola, não sou mais adolescente e acho que tenho maturidade suficiente pra lidar com isso, estou reabrindo.
Abaixo a censura! rs
Estava no trabalho refletindo: a esperança tem que vencer o medo! (lembram disso? rs)
Pois é!
Eu não posso ser fraca a ponto de me esconder se não faço nada de errado (sou uma pessoa de altos e baixos e gostaria de saber quem não é) não vou mais me esconder como uma criminosa, não sou criminosa, não sou culpada de nada.
Sou apenas uma pessoa que desabafa muito e, às vezes, até demais, o que gera mal entendidos, principalmente para quem não conhece a "raíz" da questão.
Não tenho que me explicar para ninguém, é fato, mas preciso deixar claro que fiquei extremamente chateada e angustiada por falarem mal de mim, rirem de mim, sem me conhecerem, sem entenderem realmente quem eu sou.
Quer dizer, sem me conhecerem e falam tantas coisas que não são verdade, se se baseiam em meu perfil do Facebook, então, se baseiam muito mal: aquilo deve ser 0,00000000000000000000001% de quem eu sou realmente.
Acusar sem provas, falar coisas das quais não se sabe com o mínimo de embasamento e brincar até por eu usar rivotril - sem saber e entender os motivos do uso desse remédio - é no mínimo triste.
Sim, eu fiquei muito triste de saber que usavam minhas palavras aqui e no twitter para rirem de mim, da minha tristeza, da minha doença e dos meus problemas.
É quase como "chutar cachorro morto" quando me atacam numa crise de depressão... e aí é muito fácil...
Mas todos as pessoas que admiro também sofreram calúnias, difamações, bullying e elas ficaram, preservaram seus nomes. Por que eu, um ser tão pequeno perto dessas pessoas, não posso aguentar essa gotinha?
Serei forte e continuarei com minha vida aberta como era antes. Como dizem: os cães ladram e a caravana passa.
Quem tem a consciência tranquila sofre com coisas como essas, mas sabe que a verdade, cedo ou tardíssimo, sempre vem à tona.
Eu não vou esperar pela verdade vir à tona, vou viver minha vida, com a cabeça erguida, porque eu posso.
Eu sei, vocês devem ficar: decide o que você quer, Regina!
E, na verdade, eu quero ele aberto, nunca tive blog fechado.
Pensei muito sobre o motivo de restringir esse blog e percebi que quem estava perdendo era eu e meus amigos. Afinal, estava fechando meu blog para o bullying e a única coisa que ele causa é revolta, medo e traumas. Como eu não estou mais na escola, não sou mais adolescente e acho que tenho maturidade suficiente pra lidar com isso, estou reabrindo.
Abaixo a censura! rs
Estava no trabalho refletindo: a esperança tem que vencer o medo! (lembram disso? rs)
Pois é!
Eu não posso ser fraca a ponto de me esconder se não faço nada de errado (sou uma pessoa de altos e baixos e gostaria de saber quem não é) não vou mais me esconder como uma criminosa, não sou criminosa, não sou culpada de nada.
Sou apenas uma pessoa que desabafa muito e, às vezes, até demais, o que gera mal entendidos, principalmente para quem não conhece a "raíz" da questão.
Não tenho que me explicar para ninguém, é fato, mas preciso deixar claro que fiquei extremamente chateada e angustiada por falarem mal de mim, rirem de mim, sem me conhecerem, sem entenderem realmente quem eu sou.
Quer dizer, sem me conhecerem e falam tantas coisas que não são verdade, se se baseiam em meu perfil do Facebook, então, se baseiam muito mal: aquilo deve ser 0,00000000000000000000001% de quem eu sou realmente.
Acusar sem provas, falar coisas das quais não se sabe com o mínimo de embasamento e brincar até por eu usar rivotril - sem saber e entender os motivos do uso desse remédio - é no mínimo triste.
Sim, eu fiquei muito triste de saber que usavam minhas palavras aqui e no twitter para rirem de mim, da minha tristeza, da minha doença e dos meus problemas.
É quase como "chutar cachorro morto" quando me atacam numa crise de depressão... e aí é muito fácil...
Mas todos as pessoas que admiro também sofreram calúnias, difamações, bullying e elas ficaram, preservaram seus nomes. Por que eu, um ser tão pequeno perto dessas pessoas, não posso aguentar essa gotinha?
Serei forte e continuarei com minha vida aberta como era antes. Como dizem: os cães ladram e a caravana passa.
Quem tem a consciência tranquila sofre com coisas como essas, mas sabe que a verdade, cedo ou tardíssimo, sempre vem à tona.
Eu não vou esperar pela verdade vir à tona, vou viver minha vida, com a cabeça erguida, porque eu posso.
25 maio 2011
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