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19 janeiro 2011

Big NaLgini Strikes Again

NaLgini levava os super gêmeos numa escolinha de filhos de brasileiros e eu tinha visto o anúncio e pensado em ir até lá. NaLgini me apoiou no fatídico dia que fui à casa dela, mas estava sem emprego, precisava ver conseguia algo ali e consegui uma vaga de assistente de professora. O que foi muito bom pra mim, sábado se tornou o melhor dia para mim, por conta de ganhar uns trocados, não muitos, porque a escola funciona praticamente como uma ONG.
Como não fui pra casa de NaLgini e não dei satisfações a ela, não sabia o que dizer, ela e os filhos sumiram da escolinha. Fiquei com medo de ela fazer minha caveira na escola e eu perder o emprego que eu mal tinha começado, afinal, ela tinha feito amizade com todo mundo lá e o povo já se perguntava onde estava a NaLgini, tão simpática e que fazia um bolo de macaxeira delicioso...
Depois de alguns sábados, as crianças voltaram, mas não me cumprimentaram, ou quando cumprimentam é com cara de c*... a mãe já os envenenou e tudo bem, eles não são do estágio que trabalho, o que é ainda melhor pra mim para não haver problemas, eu os vejo pouco, ainda bem!
Mas NaLgini não satisfeita me mandou um de seus torpedos bíblicos – ela adora mandar enormidades de textos.
R acabei de te ligar, gostaria de te dizer não fiz faculdade mais com certeza tenho educacao. Educacao venhe de berco, qd vc veio a minha casa eu tenho certeza que te tratei muito bem. Te enviei uma msg a duas atraz e vc nunca respondeu. Outra se vc não se enterecou de alugar o quarto aqui em casa, o minimo q vc poderia fazer era pelo menos me mandar uma msg dizendo q nao estava mais interessada. Enfim ja conheci outras pessoas pessoas iguais a vc.
O que fazer diante disso?
Mentir!
Respondi que não havia lhe respondido porque meu pai estava doente e pedia desculpas.
R eu sinto muito pelo seu pai, espero de coracao que o mesmo se recupere logo. Apezar que nao o conheco minhas palavras sao sinceras. Olha vc nao imagina qtos problemas eu tenho, mais mesmo assim nunca deixo de responder as msgs que recebo. Te pesso desculpas pela msgem q te mandei, mais eu te falei sou uma pessoa muito sincera. Tudo de bom para te, obg pela msg. Nalgini
Mandei outra agradecendo, somente, mas ela respondeu mesmo assim...
R tudo bem? Voce  teve noticias do seu pai? Espero que o mesmo fique logo bem. Creio que vc deve esta bem apreensiva por esta longe. Pense positivo porque ajuda bastante, pensamentos positivos atrai coisas boas. Se precisar de alguem para conversar eu estarei aqui. Apezar q vc nao nos  conhecemos bem. Mais vc so sabe quem e uma pessoa qd vc da uma chance.
Só disse que agradecia a força e felizmente ela parou.
E fiquei pensando na história dela de “cada um é cada um” de não se julgar os outros? Mas eu ia responder e ia aumentar a história... não, melhor não...
Outra história que Ad e Collorida me contaram era que ela tinha perdido uma filha no Brasil (a NaLgini), ela também havia me contado isso só que de forma diferente...
Para as duas ela perdeu ainda na cidade dela, em Pernambuco e a filha mais velha confirmou isso a elas – filha que acho que mora na Dinamarca porque, segundo as Ad e Collorida, quer ficar bem longe da mãe. Para mim, NaLgini contou que a filha foi atropelada na porta de casa, na calçada, quando ela morou em São Paulo, antes de vir pra cá.
Segundo a filha mais velha, a mãe as deixou com o pai e foi viver com outro homem. Num sábado, foram encontrar a mãe na praia e na hora de atravessar a rua, a menina não fui e ficou debaixo do carro...
Se isso afetou a cabeça de NaLgini? Eu acredito que sim, largar as filhas, uma morrer quando ia ao encontro dela e ainda largou a mais velha no nordeste e foi pra Sampa... imagina a cabeça...

Não pus “sic” nos torpedos porque vocês nem iam conseguir ler  e entender com tanto “sic”.

16 janeiro 2011

NaLgini

Agora vem a parte mais assustadora...
Como disse no post anterior, a carta era de Collorida, era resposta à carta que NaLgini havia deixado para ela e Nalgini me dizia “por que ela não entrou pra falar comigo e aproveitava e levava você pra casa!?” Pensei nisso também, mas não quis entrar no jogo da outra... continuei na minha...
E aí ela continuava a falar mal de Collorida e sempre dizia, era seu  bordão:  se fosse eu não faria isso, mas cada um é cada um! Temos que aceitar! Como  se ela fosse a boa samaritana.
Aí me pediu pra entregar a nova  resposta para  Collorida, eu não quis, disse que era melhor ela entregar e ela resolveu que ia me levar em casa, quando o marido chegasse e me leveria de carro com ele e deixaria a carta lá. Eu estava vendo que a coisa estava feia... era algo pesado pelo jeito e estava com medo que sobrasse pra mim (e sobrou...).
No caminho, fiquei achando NaLgini meio estranha, começou a cantar alto uma música no carro, foi uma coisa muito estranha... o marido não abria a boca, não dava a mínima e Collorida me disse que ele a traía... mas não sei se é verdade. NaLgini chegou a me dizer “como todo casal temos problemas, mas isso não tem problema para você morar aqui”, me disse isso quando o marido chegou e se cumprimentaram com um aperto de mão... como ele é marroquino, encantador de serpentes, achei que talvez fosse da cultura dele.
NaLgini e o marido me levaram até a mansão do Mal, fechei a porta, Collorida estava em casa e conversava com Soudemorte. Ela desceu as escadas e viu a nova carta resposta da super amiga NaLgini e começou a gritar e falar palavrões. Eu me preparava para ir tomar banho quando Collorida bate na minha parte, socava na verdade e me chamava de FDP. Abri espantada e ela falava:
Sua fdp já está mancumunada com aquela lá? Eu te pus dentro da minha casa, confiei e é isso que eu ganho, sua fdp!!! Você também quer pôr no meu rabo? Como dizem os ingleses “pôr merda no meu c*?
Eu a olhava assustadíssima, sabia que só podia ser a nova carta de NaLgini, mas o que eu ia fazer? Eu não estava do lado de ninguém e não quis me meter em nada... Olhava assustada pra Collorida, que estava com tudo roxo e fiquei sem ação. Nunca, NUNCA, havia sido tratada daquela forma na vida... foi horrível! E ela perguntava se eu tinha deixado a carta lá porque eu não tinha entregado pra ela, que ela me considerava (sei...) e eu só dizia que não sabia de nada! E ela perguntava se eu não sabia e eu neguei até o fim. O que foi o melhor que fiz, não sabia do que se tratava...  e nem tinha nada com isso.
Collorida foi conversar com o filho na cozinha, gritava como uma louca e eu fui lá. Fui lá falar que não tinha  nada com aquilo que nem sabia do que se tratava e que se era pra arrumar confusão eu não iria me mudar pra casa de NaLgini, que ia procurar outro canto pra mim. E ela falou que deixou a carta lá pra outra e que agora a carta estava lá de volta. E eu falei que sim, que a NaLgini viu a carta, mas que eu não sabia o que ela havia feito.
Collorida se acalmou, o filho e Ad a acalmaram – ela ligou pra Ad – e aí ela veio me dizer que ELA que não queria que eu fosse pra casa de NaLgini agora ela que iria me ajudar a achar um lugar pra morar (estou esperando até hoje), Ad conversou bastante com nós duas por viva-voz e Collorida me pediu desculpas, mas o cristal quebrou... aquilo foi barra pesada demais pra mim e eu só pensava em cada vez mais sair daquele hospício.
Alguns dias depois, Ad foi até a casa do espanto e Collorida contou do que se tratava a carta.
Disse que NaLgini era doida, que cismou que Collorida disse que ela bebeu águas demais no jantar que foram e estava pagando ali por essa água, pois achava que Collorida, quando falou das águas, se falou, sei lá, estava cobrando NaLgini e aí que começou o leva e traz dessa carta que cada uma respondia embaixo com seu português mais lindo que o outro, tão lindo quanto o inglês delas de quem vive aqui há 20 anos e nunca fez esforço pra falar bem.  Collorida pediu a LMBros levasse o tal envelope para doar pra Charity, poderiam ter doado pra mim, fosse quanto fosse, se queriam fazer caridade, eu estava precisando...
Daí as duas começaram a contar sobre a vida de NaLgini, que ela já havia tentado se matar, que fez uma macumba forte para Collorida (do jeito que Collorida contou, parecia digna de coisa de magia negra... só Soudemorte poderia saber... ) no começo, me arrepiei, acreditei... depois, como sabia que  Collorida falava mais que a boca e mais do que a verdade (sim, NaLgini pôs a semente da dúvida em mim) achei tudo absurdo ou forte demais... poderia ser, mas eu só acredito vendo o tal travesseiro com sangue etc...  achei muito fantasioso e outra: eu acredito que essas coisas só “pegam” se você acredita nelas e aí Collorida disse que só queria ajudar NaLgini quando estava me mandando pra casa dela, mas que NaLgini já tinha aprontado várias...
Ainda, Collorida me disse que uma irmã dela lhe aconselhou a rezar sempre e Collorida ainda teve a cara de pau de me dizer: Eu revava sempre, quando parei, NaLgini voltou a me procurar...
Minha vontade era dizer pra ela:  mulher de pouca fé, por que paraste de rezar? Sua imbecil!
Se a magia negra é verdade ou não, se ela rezou pra outra sumir ou não, não sei, sei que não se trata mal as pessoas sabendo que a outra que aprontou tudo é uma louca...
Fiquei muito mais indignada de saber que Collorida ia me mandar pra casa de uma louca desequilibrada  - que já havia sido internada para  tratamento psiquiátrico – e ainda me ofende, me julga e nunca, NUNCA, tentou saber se eu era uma pessoa boa ou não... nunca fez o mínimo esforço e preferiu me acusar e xingar.
Dias depois, Collorida falou que eu poderia ficar na casa dela quanto quisesse, que Soudemorte estava de acordo, mas que eu teria que pagar mais. Pensei, falou... pagar mais para morar com Soudemorte e BocaSujaCollorida, sem internet, sem uma tv pra mim... Vão esperando...
A partir daí, era ponto de honra pra mim achar uma casa o mais rápido possível e sair daquela zona e, de preferência, nunca mais olhar pra cara daqueles seres.
Achei uma casa nos anúncios da Leros, fui ver e tentei mudar o mais rápido possível, só que a menina do quarto iria ficar mais uma semana... quando mais precisei de pessoas para me ajudar, a pelo menos dormir  num sofá de sala uma semana e não ficar mais na casa de Soudemorte, não tive ninguém.
Ad falou de um quarto que estava pra ser alugado perto da casa dela, desce-se na estação de Wimbledon e ainda pegar o tram, mais 5 estações (tram= um bonde moderno, bem legal e rápido). O cara queria 120 num quarto só porque ele tinha banheiro com chuveiro nele - um espanto para quem mora em Londres, praticamente um milagre ter um banheiro seu -, mas 120 LIBRAS POR SEMANA? na pqp de Londres? Porque Wimbledon é chique pra quem pode viver bem (com carro e bom emprego), mas 5 estações de tram, não é mais Wimbledon, é o fim do mundo!!
Vi um lugar que gostei na Leros em West Kensington, quase centro de Londres, quarto com cama de casal por 130 (compare, um quarto em Kensington quase zona 1 londrina e o fim do mundo perto de Wimbledon zona 4 ou 5 já...), mas a própria dona, uma brasileira, me abriu os olhos: gostei de você, alugaria para você, mas pense bem, você ainda não tem emprego, será muito difícil você pagar esse valor por semana, não acha que vai gastar um dinheiro que poderia economizar até se estabilizar e, quem sabe, um dia morar aqui?
Foi uma das poucas pessoas conselheiras que tinha encontrado até esse momento.



Na ponta temos Wimbledon e mais acima West Kensington

O dono da casa onde ia morar me ofereceu um quarto provisório por uma semana em Lewisham e pra lá fui e fiquei uma semana num quarto que
 servia de cozinha para os quitutes que a mulher dele vende. De dia cozinha, de noite, meu quarto, quando eu colocava o colchão no chão. Tudo era melhor do que morar na casa do Horrores e preferi ficar assim nessa uma semana com tv com sky, frigobar e internet.
No sábado quando ia mudar, o meu novo Landlord e eu nos desencontramos nas informações e hoários e ele me pediu pra perguntar a Soudemorte se eu poderia ficar até domingo de manhã, que seria melhor pra ele fazer a minha mudança, o novo Landlord também fazia a mudança.
Muito a contragosto fui falar com Soudemorte que me disse “não tem como ele vir, vai de táxi, chama outra pessoa pra fazer sua mudança, sinto muito”
E contei ao GG (o novo Landlord, depois entenderão o nome) que  ficou indignado, porque se eu entrei na casa num domingo a tarde, eu teria até segunda de manhã para sair, esse é o trato que todos fazem e eu “não ele”.
GG deu jeito e foi me buscar, assim que ele chegou pra mudança, Soudemorte saiu de carro, ele só esperava a hora que eu ia embora pra sair. Detalhe, eu já tinha devolvido a chave pra ele e todas as minhas coisas estavam do lado de fora da casa.
Durante a semana em Lewisham me senti mais leve, mesmo no dia da mudança tendo chorado muito – ver o post sobre os três meses aqui . Mas Collorida me ligou na sexta por conta de uma ligação que fiz que dava quase 20 libras. Eu estava usando um cartão de ligação à distância sacana que me cobrava rios de dinheiro e eu nem sabia e infelizmente nesse dia não tinha créditos no meu celular, esqueci de pôr e fui obrigada a pedir para Soudemorte se eu poderia usar o telefone...
Fui lá pagar a dívida, quando cheguei, acho que ela não achava que eu fosse pagar, ela me tratou com beijos e abraços e LMBros também... nunca tinham sido tão simpáticos comigo... Claro, eu ia pagar,né? Eu fui lá mostrar que não sou da laia deles.
Soudemorte disse pra mim, quando eu ia embora, “Nice to see you!” E eu não respondi absolutamente nada para ele, afinal, pra mim foi um desgosto revê-los. A última coisa que eu queria era revê-los tão cedo... e espero que tenha sido a última vez. Talvez ele tenha pensado que eu não entendi o inglês dele ou não sabia responder, mas eu sabia o que eu queria dizer era “Not for me” mesmo que isso esteja gramaticamente errado.

12 janeiro 2011

Os animais de estimação de Soudemorte

Voltando à saga de Menina Potter...

Todo mundo que já leu Harry Potter, conhece Nagini, a cobra de estimação de Voldemort. Soudemorte também tem uma cobra de estimação, NaLgini... é que é próximo ao nome da figura que vou descrever aqui... além de um rato.
E, ele não é um animal de estimação, mas é como se fosse pro verdadeiro Vold, é o cara que ficou mais rato que gente, o Peter Pettigrew que também aparece na  casa às vezes, ou, seu nome verdadeiro é o sobrenome do Bruce Lee, ficou fácil? Então: Leetle Stewart. Ele aparecia na casa de vez enquando, Soudemorte o adorava, porque ele era inglês, Leetle morou no meu quarto também, Collorida me disse que o mandou embora porque ele fumava maconha no quarto... mas todos o tratavam como se ele fosse o Charles ou o William, assim que é bom ser animal de estimação!
A primeira vez que o vi, o achei mesmo com cara de rato. Nesse mesmo dia, NaLgini foi até a casa e também foi quando a conheci.
 A família feliz jantou com seus pets, digo, amigos e eu fiquei no meu quarto e não tinha interesse em saber de nada, não ia ser convidada pra comer mesmo e toda vez que se é convidada, pelo menos lá, é como se fosse um favor que eu deveria depois.
Nalgini me viu e ficou toda amiguinha pro meu lado, veio na casa de novo uns dias depois, quando saiu com Collorida e outra amiga. E Collorida falava pra mim “só trabalho com uma condenada! Preciso me divertir um pouco com minhas amigas, fico aqui só sustentando e aturando esse homem”... que foi junto com elas pra balada brasileira e no outro dia, eu já contei esse caso, Soudemorte não queria pagar a  parte dele nos gastos da balada...
No outro dia, um domingo, estava lá NaLgini e seus Super Gêmeos (desativar)  e a outra amiga lá no caso da divisão da conta. Sai, e na hora que ia sair, NaLgini veio me perguntar “ah, vai sair com os amigos?” e eu, sem pensar muito e falando o que realmente sentia: “Não, vou sair sozinha, não tenho amigos aqui”. Não tinha mesmo... NaLgini me deu um abraço forte, como querendo me consolar e ser super legal, me deu um abraço do tipo da cobra que perseguia o Mogli e saí.
No outro dia, Soudemorte veio falar comigo que NaLgini alugava quartos na casa dela e que eu poderia conversar com ela, Collorida havia pensado nisso. Ele me passou o telefone e falei  com a cobra, digo, mulher. Ela foi toda simpática e me disse que iria no outro dia na casa de Collorida passar umas roupas para ajudá-la e que depois eu poderia ir com ela até sua casa pra conhecer e ver o que eu achava. Aceitei. Tudo para sair da mansão do Mal...
Como combinado, ela esteve lá no outro dia e deixou um bilhete na  cozinha para Collorida, não dei a mínima, eram amigas e fui até o covil, digo, casa, de dona NaLgini.
Encontrei os super gêmeos, Willikit e Willikat (eu sei, é outro desenho, tá bom). A menina bem esperta e inteligente, o menino, um debilóide que não saía de frente da tv e só falava como se estivesse chorando, tinham 12 anos e não 2. No caminho, NaLgini me disse que o filho era cheio de modas e também falou muito mal de Collorida, o que estranhei e preferi ignorar para não me meter em história nenhuma...
O quarto era muito bom, mesmo preço do outro e com cama de casal, só que eu estava quase em Heathrow, acho que lá era zona 5, ainda mais longe do centro... e ela ainda me ofereceu a comida da casa, eu não precisaria comprar nada, ela dizia que adorava cozinhar e que poderia pegar o que fosse na geladeira... e comer o que quisesse. Parecia sonho.
Enquanto conversávamos, uma batida na porta, parecia carta jogada pelo buraquinho da porta, como o correio faz aqui. E ela foi ver e era de Collorida...
Bem, mais no próximo capítulo senão vocês não leem rs (suspense rs)