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14 agosto 2011

1 ano em Londres

Dia 15 de agosto, amanhã, fará um ano que estou aqui em Londres e agora posso fazer um balanço melhor da vida na cidade.

Fiquei lembrando das discussões que lia nas comunidades, no orkut, de brasileiros em Londres. Uns odiavam Londres e não viam a hora de voltar, outros, amavam Londres e achavam babacas os outros que odiavam...
Nunca interferi nas discussões, afinal, eu não sabia exatamente o que me esperava e não sabia de que lado ficaria.

Na verdade, hoje, eu sei que não ficaria de nenhum dos lados, porque entendo ambos: adoro Londres, é uma cidade incrível para se viver DESDE QUE você tenha um bom emprego e um bom lugar para morar de forma confortável.

Muitas pessoas vêm para cá com um sonho de que tudo é perfeito, como eu, e se decepciona.
Sim, eu me decepcionei demais com a vida aqui, mas porque a vida não é fácil para uma brasileira que fala mal o inglês e que acabou perdidaça sem saber o que fazer direito... planejamento malfeito ou nem tanto... acho que  foi confiança nas pessoas que eu pensei que me ajudariam mais e acreditei que as coisas eram mais simples, como me diziam...

Então, como eu já disse aqui uma vez, que faria diferente muita coisa, não tem porque eu falar mal da cidade. A cidade tem sujeira, tem muita gente mal-educada, se paga mal - ainda mais com essa crise na Europa toda-, mas realmente, não posso culpá-la, me dei mal aqui, sim, estão todos cansados de saber, mas a verdade é que um conjunto de acontecimentos destruíram meu sonho.

Não sei se é a mesma coisa que acontece com as pessoas que odeiam essa cidade e querem ir embora correndo... mas muita gente vêm com uma ilusão diferente da minha: ganhar muito dinheiro e fácil. O que você não consegue em lugar nenhum, pelo menos de forma honesta.
Daí as pessoas reclamam da cidade, porque queriam poder mostrar logo pro povo no Brasil que está por cima da carne seca... e estão na verdade debaixo do quarter pound rs
Trabalham como eu: se sentindo escravizados, trabalhos duros, mal remunerados, sendo humilhados, vivendo mal, comendo mal e não aproveitando nada, fazendo contas para mandar dinheiro pro Brasil - o que não é meu caso, só vou levar dívidas pro Brasil, por escolha, escolhi não trabalhar como louca e aproveitar o que pudesse.

Os que amam, se apegaram demais à cidade, podem morar mal, podem trabalhar como condenados, mas amam as diferenças, amam o poder aquisitivo de andar com roupa de marca e ter um iphone ou um blackberry, amam se sentir livres, principalmente se não moram com um bando de brasileiros xeretas... o que acontece muito também.

Acredito que se as coisas tivessem acontecido de um jeito diferente na minha vida, eu moraria aqui de vez: a proximidade com o resto da Europa e poder viajar por ela, além ver os shows dos artistas que amo me prenderiam fácil aqui.

INFELIZMENTE as coisas que já contei por aqui e ainda irei contar - porque estou ainda em novembro pra dezembro do ano passado na trilha da história rs - só mostrarão o quanto foi difícil minha vida por aqui e uma coisa eu posso dizer: se soubesse de tudo isso, acho que viria do mesmo jeito, só pelos shows que acabei assistindo, os lugares que conheci e por toda a experiência de vida que, espero do fundo do coração, tenham me tornado uma pessoa melhor.

Porque, eu acredito, que nada do que vivi e ainda viverei são por acaso, acredito num plano maior que eu aceitei há muito tempo... numa galáxia distante (rs) e se eu não tinha cumprido no Brasil, tinha mesmo que quebrar a cara em Londres para aprender algumas coisas e, principalmente, ter certeza do que era viver em Londres e não passar o resto da vida me lamentando do tipo: ah, se eu tivesse ido pra Londres... aqui não é vida... Londres que é!

14 abril 2011

Deprê pré 8 meses

Amanhã fará oito meses que estou aqui...

Ontem conversei bastante com minha mãe no telefone e chorei muito. Chorei porque me sinto muito fracassada, apesar de estar aqui e foi uma escolha minha. Sinto que a barra está tão pesada que me chamei três vezes de lixo enquanto falava com a minha ela.
Isso porque ela não sabe nem a metade do que passo aqui.

Sinceramente?
Não consigo ver vantagem nenhuma em ter vindo pra cá: todo um sonho se desmoronou e eu não vejo nenhum progresso na minha vida... estou esperando um emprego: talvez eu comece a dar aulas de português em maio - porque aqui também tudo já parou porque escolas estão de férias e todo mundo só volta à vida normal (se é que é vida e normal viver aqui) depois do casamento dos pombinhos reais...

Chorei muito porque falava pra minha mãe que não volto antes do casamento de uma prima minha: o cara a enrola há 6 anos e decide casar com ela quando eu queria voltar: em dezembro. Que saco! Que raiva!
Eu não vou a casamento nenhum!
Minha mãe tentou me persuadir, mas eu sei muito bem o que me espera, perguntas idiotas que se eu estiver aí vou responder com uma educação britânica: NÃO QUERO CASAR, ALGUM PROBLEMA PRA VC?
Claro que isso é mentira, mas que resposta eu darei para um bando de gente que vai me ver lá e perguntar: e aí? Não arrumou um inglês, não?
NÃO TÁ VENDO ELE SENTADO AQUI DO MEU LADO?

Falei para minha mãe, abri o jogo mesmo que eu não vou aguentar, porque a barra vai ser muito pesada pra mim, eu contei pra ela que uma das minhas tias, a irmã mais nova dela, eu a bloqueei no msn porque não a suporto mais: não arrumou um inglês? arruma um de outra raça!
Minha mãe me disse: fez bem, não fala mais com ela, então!
rsrs nunca pensei que minha  mãe pudesse concordar que eu bloqueasse uma irmã dela, mas ela sabe o quanto esse tipo de perguntinha idiota, imbecil, acaba comigo...
Sabe o quanto eu já sofri e sabe que não é culpa minha se estou sozinha.

E ainda tem uma aqui pra me pôr pra baixo porque ela se acha a gostosa... que inferno de vida! (isso é história pra depois)

A ideia que tenho vai pro outro blog (o Sex and the City dos Podres) e lá eu me alongo sobre essa questão, mas eu queria voltar logo pro Brasil, mas esse casamento só faz eu adiar tudo... e fazer com que eu sofra mais um pouco por aqui.
Como disse pra meu irmão e pra minha mãe: eu prefiro passar o Natal sozinha - se for obrigada - ir no casamento da minha prima.
Eu sei, parece ruindade e inveja da minha parte, mas quem disse que eu não tenho inveja?
Vamos ser honestos: é claro que eu queria ter conquistado essa fase no video-game life (lembram dele quem já me lê há séculos?), mas não cheguei nessa fase e acho que não vou chegar porque a pessoa que eu queria encontrar talvez não exista: alguém que realmente me ame, me respeite e seja um companheiro de jornada.
Isso é muito difícil, a grande maioria dos homens só pensa nele, só pensa em como a vida dele comigo seria uma prisão, é porque homem acha que ter um relacionamento sério é ficar no cárcere, não poder pegar vadia por aí...

Então, fiquem com as vadias e não venham me procurar quando estiverem indo pro asilo!
Não quer ser feliz enquanto tem uma vida pela frente, não me procure pra ser enfermeira quando estiver abandonado, eu estudei Letras, lembram? Enfermagem não é meu ramo.
E nem me venham falar do meu lado Madre Tereza, esse eu vou guardar para pessoas importantes... quem disse que eu chego a ser um madre de verdade?
Vai muita encarnação pela frente... assim como eu acho que vão muitas encarnações até que os homens descubram que amor não é prisão e sexo não é tudo, muito menos com uma cada dia...

... enquanto isso...
vamos sofrendo cada um no seu canto: vocês, homens, fingindo que pegar gostosas é tudo na vida e eu fingindo que Londres é legal.
Quem sabe na próxima encarnação, né?

Nesse momento que tento escrever a Bruxa do Centro-Oeste está aqui... pra cima e pra baixo e eu mal posso escrever e chorar... ela está de folga... que porcaria!
Em breve, quem não lê o meu twitter, saberá quem é essazinha.

A verdade é que eu me sinto extremamente cansada de tudo aqui, só me prendo ainda por conta desse tal emprego que se eu conseguir isso sim vai ser bom pra minha carreira no Brasil e porque tenho ingresso pro Pulp dia 03 de julho... mas com o casamento da minha prima, que minha mãe não sabe a data exata, talvez eu volte só em janeiro pro Brasil...

É, eu sei, eu sou teimosa, mas eu não vou aguentar parente e conhecido com gracinha e perguntinha sem vergonha. Prefiro continuar o sofrimento daqui...
Aí vocês podem dizer: então não reclama!
E eu: NÃO ESTOU LHE OBRIGANDO A LER MEU BLOG! VOCÊ TÁ LENDO PORQUE QUER, NÃO QUER? NÃO APAREÇA POR AQUI... simples assim...
Não faço questão nenhuma de que leiam pra ainda me repreenderem, já sou repreendida a todo momento aqui e muitas vezes fazendo o certo, não aceito queixa de quem não está sendo obrigado a ler, não faço questão que continuem se acham que eu só reclamo.
O blog é meu e eu desabafo, sim!
Não gosta?
Tchau!

20 janeiro 2011

As últimas de London

Tive um desabafo enorme no twitter ontem, não quis apagar e fingir que nunca escrevi.
Tenho depressão e ela parece voltar agora... a vida não anda fácil aqui e eu me sinto esmagada pela cidade.
É como se o Big Ben caisse em cima de mim.

Eu sabia que não seria fácil minha vida aqui, mas não pensei que seria uma "patada" atrás da outra, que eu não tivesse mais vida...

Cinco meses aqui e o que ganhei foram quilos, só isso.

Estou gorda, acabada, cansada, deprimida, ansiosa, revoltada, sufocada e nem consigo chorar: não tenho mais privacidade pra isso.

Não tenho dinheiro para ir aos shows que gostaria e comprar os cds e dvds que queria, entre tantas coisas, pra mim, a vida tem sido muito irônica: eu amava a música daqui e nem ouço o rádio.
Agora eu não tenho mais tv, eu não tenho mais a privacidade para ficar até uma da manhã na internet conversando com meus amigos e família.
Minhas roupas estão todas em malas e todas as minhas coisas num minúsculo guarda-roupa, tudo amontoado.
Não cortei mais meu cabelo, não fiz mão ou pé. A última vez que fiz foi no Brasil, antes de viajar.
Precisava de uma limpeza de pele, minha pele tá só o bagaço... os produtos que trouxe pra limpar estão amontoados, até eu achar onde estão e tirar tudo do armário, eu já cansei... já perdi a vontade de qualquer coisa, fora que o tempo também, muitas vezes é o que eu menos tenho: tempo.

Trabalho, trabalho, trabalho.
Dinheiro?
Uma miséria por semana que vai pra cama que eu alugo por 50 libras por semana  também. Porque eu só alugo uma cama, com um colchão que é só mola, espuma não existe...
Ainda bem que meu irmão mandou pra mim meu rivotril, tomo e durmo direto, nem sinto a dor das molas no meu corpo e nem a dor das minhas mãos e costas inflamadas de tanto faxinar.

Minha amiga Fabiana me perguntou se tudo isso está valendo a pena e eu digo: não, não está, mas eu sou teimosa, eu ainda vou tentar aguentar mais um pouco... ainda vou tentar conseguir outro emprego pra ganhar mais e pelo menos viajar pela Europa e voltar pro Brasil.
Quero tirar ainda meu certificado de Cambridge aqui... eu disse que era questão de honra, sou teimosa e estou sendo, eu sei, orgulhosa.

Infelizmente eu sou mesmo, eu sei que vou chegar no Brasil e minhas tias vão continuar comparando eu e minhas primas, principalmente a que teve uma vida muito mais fácil nos States, sendo babysitter e não pagava aluguel nem comida, e ainda tinha curso pago.
Eu sei que todo mundo vai falar "mas a nossa queridinha ficou 8 meses nos States e sempre consegue bom emprego, ele é fluente! como você voltou do mesmo jeito?"

E outra: acho que não vale a pena ter sofrido tudo isso pra não ter um retorno quando voltar...

Estou cansada, triste e extremamente mal-humorada. Falei palavrão e mandei o povo se fuder no twitter, mas eu tenho meus ataques de raiva porque eu não aguento mais me sentir tão sozinha...

Tô de saco cheio de uma das roommates dormir às 9 da noite e eu ter que usar a internet na sala/quarto da Landlord. Tô cansada de ter que ligar pros meus pais do busão para poder conversar com privacidade - se é que há no busão com tanto brasileiro... mas pelo menos não me conhecem...
Tô cansada de não comer bem, de ter um mísero espaço na geladeira da mulher, cansada de estender minha roupa num varalzinho improvisado no quarto que logo vem a chata e sempre, SEMPRE, tem que lavar as roupas dela em seguida pra tirar as minhas...
Tô cansada da landlord me tratar como se fosse filha dela e querer saber e perguntar da minha vida - ela é gente boa, mas eu não devo satisfação...

Simplesmente, eu estou cansada de não viver.

02 outubro 2010

Londres, do começo

Esperei por bastante tempo no aeroporto, daí um homem veio falar comigo, perguntou se eu era a R e eu disse que sim... não sou boa fisionomista, mas acabei lembrando da foto dele: marido da amiga que eu esperava, a mulher ia nos encontrar numa estação de metrô e ele se encarregou, pra adiantar as coisas, de me buscar. Claro que eu fiquei meio apreensiva, mas ele sabia meu nome e confirmou coisas que perguntei. A desconfiada rs
Em Heatrhow tem três terminais e em cada um uma estação de metrô, pegamos uma delas, não sei qual, não prestei atenção, mas achei interessante que pudemos levar o carrinho de mala até a catraca, o que facilitou bastante.
Minha primeira viagem de metrô em Londres, o metrô é menor do que o de Sampa, no formato, um cara de 2 metrôs não deve ficar bem em pé ali. E há espaços pra malas, ou pra cadeiras de rodas, carrinhos de bebê... ele colocou minha mala nesse lugar e eu sentei meio perto, ele sentou em outro lugar e falou pra mim, não se preocupe, não tem problema. Ninguém levaria minha mala. Aí sentei perto dele e fomos conversando em português enquanto outras pessoas conversavam em outras línguas, também  com malas espalhadas pelo vagão.
W me contou sobre a vida de trabalho e mais trabalho em Londres, sobre como a vida é cara por aqui e quanto imposto se paga, também falou da normalidade em locais onde eu iria morar - e onde ele e Ad moram também – de se ver esquilos, raposas andando pelos quintais.  Quando  fui com a dona da casa levar Ad e W para a casa deles , na volta, vi as raposas andando pela rua...
Encontramos com Ad na estação de Hammersmith e trocamos de plataforma, a primeira coisa que estranhei foi o uso de elevador na estação e a voz que fica “Stand clear the door”...
A paisagem já me pareceu bem diferente pela janela do metrô e vi as famosas casinhas de tijolinhos.
Chegamos a estação de Richmond, onde o filho da dona da casa, PA, foi nos buscar de carro. Já estranhei para entrar no carro e onde ele estava estacionado, na contramão rs
Durante o percurso achava que os carros iriam bater na gente, essa sensação ainda me acompanhou por quase um mês rs É estranho essa coisa de andar em outra mão, ainda não sei pra que lado olhar ao atravessar a rua, assim, olho igual doida para os dois rsrs Espero não ser atropelada por me acharem a louca que não olha pro lado certo...
Cheguei à casa de Al, a conheci, fui bem recebi, conheci  seu marido, VoldmortE, logo saberão – quem ainda não sabe – porque dei esse nome a ele.
Estava ansiosa pra saber sobre como pagaria e tudo mais, conheci meu pequeno quarto, mas gostosinho. Daí fiquei sabendo da primeira pedra no sapato de Harriete Potter, eu: teria que mentir sobre o preço do quarto para o VoldmortE, ele pensaria que eu pago menos do que pago, 20 libras a menos. Grande confusão em família, mal cheguei e já me meti em confusão...
Jantamos, primeiro  jantar de boas vindas, depois a comida seria por minha conta. Não estava inclusa no preço do quarto, mas poderia usar geladeira, fogão, microondas, ficaria com uma parte do armário da cozinha, duas prateleiras pequenas, pra pôr comida, assim como na geladeira. Ela me disse que VoldmortE me ensinaria a ligar a máquina de lavar e que eu deveria sempre deixar a louça no lava-louças, quando fica cheio, ligam para lavar tudo que está lá. Lava-louças sempre me pareceu uma coisa inútil e continua. Deixa os copos cheio de marquinhas como se você não tivesse lavado, fora que fede, talvez porque não LIMPAM os pratos antes de pôr dentro dela, se é pra limpar antes de pôr, pra que lavar nela? Eu sou antiquadra quanto a máquina de lavar, o homem ainda vai ter que penar muito pra fazer uma que realmente funcione direito, eu acho, porque se é pra ter trabalho, lavo na mão.
Ainda me sentia nervosa, ansiosa por estar num lugar novo, com pessoas estranhas e já sabendo desde o Brasil que VoldemortE era um tipo não muito simpático. Ad ficou me falando pra eu sempre falar em inglês com ele, que ele não gosta que falem em português perto dele, porque ele não sabem do que estão falando – faz sentido -, mas que ele é terrível e não pode saber o valor real de quanto eu pago no quarto porque Al teria que dar mais de “comissão” pra ele.
Quando já se chega assim numa casa, é complicado, já fui ficando apreensiva e com medo dele.
Tanto medo que na segunda-feira, cheguei no domingo, eu me sentia muito triste. Fui com ele ao supermercado, comprei algumas coisas pra mim, mas era o mercadinho perto de casa,  não tinha tudo que queria e precisava. Vi uma comida congelada pra microondas e resolvi comprar pra comer de almoço. O primeiro almoço londrino, sozinha em casa, porque vold saiu. O risoto que comprei era horrível! E que eu ainda derramei a água no microondas, primeiro desastre culinário em Londres. Almocei me sentindo péssima, parecia que estava de ressaca de tão deprê que me sentia – sei o que é ressaca pós enxaqueca, serve?
Tentei e tentei ligar a tv e não sabia como fazer... até que escutei PA na casa dele e fui perguntar, há tomadas para as tomadas, você as desliga quando não está usando para não ficar a corrente de energia sem necessidade. Achei Friends num dos canais, algo como uma maratona, lá pela primeira ou segunda temporada e fiquei assistindo, me salvaram, Friends são pra essas coisas, né? Rs
Mais à noitinha a dona da casa faz aulas de dança com o filho e me convidaram para assistir a aula, fui, não aguentava mais ficar naquele tédio. PA me inscreveu pra aula, eu não queria, mas ele achou que seria mais divertido do que só ver.
Fiquei com a turma que estava iniciando... foi divertido, apesar de mal entender a todos, imagina entender marcações pra dança... Mas conseguir dizer um “what beautiful nails!” para a senhora que fazia inscrições e usava um azul jeans metálico nas unhas, ela me agradeceu séria e vi que ingleses não são muito de receber elogios...
A aula de dança foi divertida, a professora quando soube que eu era do Brasil, e uma outra professora (dos donos da casa) também, ficaram meio que encantadas e elas sim foram muito simpáticas comigo. A professora que dava aula pra turma dos donos da casa os convidou para um jantar na casa dela, não entendi quando, só sei que ela me convidou também, mas até hoje, mais de um mês depois, não fui a nenhum jantar... lembro bem que ela disse quer era comida chinesa, perguntou se eu gostava, mas nada de jantar na casa da M e comida chinesa pra mim...
Fui dormir mais animada, a tristeza tinha passado, me sentia melhor por  ter visto gente e ter começado a ter vida social, mesmo que muito timidamente, pelo menos o tempo passou voando!